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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

‘{Outlander}’ volta com mais amor e guerra no século XVIII

A série baseada na saga literária de Diana Gabaldon regressa amanhã a Movistar Series

MARISA DE DIOS
23/02/2020

 

As histórias de amor foram sempre um dos temas mais {resultones} em ecrã. O que já não é tão habitual é que uma série misture romance, drama, aventuras, história... ¡e viagens no tempo! É o que propôs no 2014 {Outlander}, a translação televisiva que fez {Ronald} D. {Moore} ({Battlestar} {Galactica}) da bem-sucedida saga literária da escritora estado-unidense Diana Gabaldon. Centrada numa enfermeira de guerra inglesa dos anos 40 que ao tocar umas pedras milenárias durante uma viagem a Escócia desperta dois séculos atrás (nomeadamente, em 1743), época na qual se casará com um corpulento guerreiro das Terras Altas, {Outlander} tem conseguido colocar a seu casal/par protagonista como uma das mais intensas da televisão das últimas décadas.

A relação de {Claire}, que chegará a ser uma eficiente cirurgiã no século XX (onde, por certo, já estava casada com outro homem), com o impetuoso escocês {Jamie} {Fraser} se tem caraterizado por não poupar cenas {tórridas} a seus fãs. Embora agora, numa quinta época que na segunda-feira 24 estreia em Espanha Movistar Series, ambos estejam mais preocupados pelo conflito que se {avecina} em 1767 entre a coroa inglesa e as {colonias} americanas, que anos depois daria passo à guerra da independência.

FAMÍLIA / «Se o tema do ano passado foi sobre/em relação a a construção do lar, este nos {planteamos} que {estarías} disposto a fazer para proteger esse lar e a teu família», explica a este diário/jornal {Matt} {Roberts}, produtor executivo, durante a rodagem da série nos estudos de {Wardpark}, em Glasgow. Situados às arredores da cidade, são os mais grandes de Escócia e agora estão exclusivamente dedicados à série, com fileiras e fileiras de vestidos de época, pilhas de madeira para as casas dos protagonistas (a de {Jamie} e {Claire} se tem reproduzido também a uns quilómetros dali, ao ar livre, para dar-lhe realismo aos planos exteriores) e corredores {plagados} de fotos que são um exaustivo percurso/percorrido pelas variadas épocas da produção da cadeia {Starz}.

Porque uma das características que definem a {Outlander} é sua capacidade para reinventar-se ano após ano, mudando de cenários duma época a outra. «É como estar num {show} diferente cada vez e isso faz com que não te {quemes}», reconhece seu guionista e produtora {Tonia} {Graphia}. Enquanto a primeira etapa se {ambientó} em Escócia, a segunda transferiu aos protagonistas a França; a terceira, a alto mar até chegar a Jamaica, e a quarta, a Carolina del Norte, onde {Jamie} e {Claire} têm estabelecido seu lar junto a sua filha, Brianna, agora que são também avós.

Embora esta quinta época se manterá em Carolina del Norte, as referências a Escócia serão constantes por meio de {flashbacks}, tal como adianta {Roberts}. «Será como uma estrela convidada da distribuição», brinca o produtor, que explica que cada ano se baseiam num dos livros de Gabaldon, mas fixando's também em tramas das romances que lhe precedem e acontecem para que tudo encaixe.

Neste ano a série situa a {Jamie} num {brete}: escolher entre seguir/continuar as diretrizes do governador, que lhe tem mandado {capturar} a {Murtagh}, seu padrinho e líder dos reguladores, ou ajudar a um dos poucos familiares que lhe ficam de Escócia. {Sam} {Heughan}, o ator que o interpreta, explica o dilema que se lhe apresenta a seu personagem: «Está dividido. Sabe que os britânicos estão destinados a fracassar na guerra que se {avecina}, mas ao mesmo tempo é um homem de honra e tem que fazer o que lhe dizem para proteger a sua família e a sua comunidade».

Enquanto ele se debate entre o dever e o coração, sua mulher, {Claire} ({Caitriona} {Balfe}), se {volcará} nos doentes, dedicando uma sala de seu lar em {Fraser}’s {Ridge} para suas cirurgias. Parte do tempo o empregará «em tratar de descobrir como incorporar todos os conhecimentos modernos de medicina que tem, ao pertencer aos anos 60 do século XX, sem acabar na fogueira», enfatiza a atriz.

Outra das preocupações de {Sassenach}, o nome com o que {Jamie} chama carinhosamente a sua mulher, será a sombra da separação familiar, que planeará de novo sobre/em relação a o clã, devido aos perigos que implicam para Brianna, a filha que lhes fez avós, esses convulsos anos. «É um tema muito complicado para {Claire}. Adora ter pela primeira vez essa unidade familiar, mas também quer que Brianna seja uma versão completa de sim mesma, que não só/sozinho se veja relegada a ser esposa e mãe, ao que infelizmente estaria destinada nesse momento», comenta {Balfe}.

A PERUCA DE {BRIANNA} / O século XVIII, de todas as maneiras, não lhe está sentando mau a Brianna, que mesmo surpreende a o seu pai com alguma de suas habilidades. «Sabe disparar, algo que {Jamie} não esperaria. Eu acredito/acho que ele a respeita e admira», aponta {Sophie} {Skelton}, a atriz que lhe dá vida, que teve que recorrer a uma peruca para conseguir o tom {pelirrojo} dos {Fraser} depois de/após que os corantes quase acabassem com seu cabelo. No entanto, há algo que ainda preocupa a seu personagem: {Stephen} {Bonnet} ({Ed} {Speleers}), o homem que a violou. «No passado ano {investigué} muito sobre/em relação a o transtorno de stress posttraumatizado. Agora há muitos {flashbacks} e veremos que ainda está tendo pesadelos», avança.

A seu casal/par na ficção, Roger (Richard Rankin), sim que lhe está custando mais adaptar-se ao passado, e não só/sozinho pelo calvário que passou a anterior época quando foi vendido aos indianos por erro. «Não pertence a essa época, é como um peixe fuera do água. Eu acredito/acho que Brianna também sabe que é mais seguro voltar a seu tempo, por isso há uma história muito boa por explorar aí», conclui o ator, que graças a este rodagem em seu Glasgow natal está explorando uma de suas paixões: os cavalos.

{Outlander} tem confirmada uma sexta época e Gabaldon não para de proporcionar-lhes material à pequeno ecrã: tem escritas oito romances da saga e neste ano se espera a publicação da nona.

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