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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

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26/03/2017

 

{tra} as máquinas». A importância da política é partilhada por García Montalvo, mais em Espanha. Primeiro, para adaptar-se. «O Estado deve dar-se conta de que não se podem enfrentar os reptos/objetivos do século XXI com um sistema educativo do XIX –reclama–. Enquanto em EUA se perguntam se os meninos têm que deixar de aprender a escrever à mão e começar a programar aos 7 anos, aqui nos {preguntamos} se a nota de religião deve ou não contar na nota final».

A política também deve evitar que a brecha seja intolerável. «Temos de assegurar-se de que zonas inteiras do mundo não se fiquem atrás. Não é um imperativo moral, é uma objetivo/meta crítica que mitigaria o risco de instabilidade mundial», alerta {Klaus} {Shwab} às elites. «Se o vencedor se o leva tudo (...) crescerão ainda mais o mal-estar social, as migrações massivas e o extremismo violento».

Outro hastado que terão que lidar os titulares de Finanças é a arrecadação de impostos. A economia digital irá a procurar trabalhadores independentes na nuvem, já sejam de Nova {Delhi} ou Lima, o que eximirá aos empresários de pagar impostos como empregadores e prestações sociais, e afundará ao resto ainda mais no {precariado}.

QUE PAGUEM OS ROBÔS

Perante este panorama, Bill Gates, o co-fundador de Microsoft, reclamou faz uns dias desde as páginas da revesta {Quartz} que os governos gravem às máquinas com um imposto equiparável aos ordenados dos trabalhadores deslocados. Mas essa ideia bem-intencionada não é aplicável, segundo García Montalvo, como sim o é gravar às empresas que poluem o meio ambiente. Também descarta o imposto convencional da rendimento, porque «as atividades em rede se podem {deslocalizar}, e do pagamento do 35% de impostos {pasas} a 1% e o recebe vete tu a saber quem».

«Se não queremos cair no populismo –acrescenta García Montalvo–, até completar a transição fará falta algum tipo de rendimento mínimo para praticamente uma geração inteira afetada pela chegada da {robotización}». No seu entender, uma solução poderia ser «um imposto negativo sobre/em relação a a rendimento», um complemento de rendimento para aqueles que se situem abaixo de um nível de rendimentos, tenham ou não emprego. Uma fórmula para manter-los no sistema e não preparar o terreno dos {vividores}. «É uma proposta social de {Milton} {Friedman} que se aplica a baixa intensidade em EUA e que Ciudadanos propôs ao Governo de Rajoy».

750 EUROS PARA TODOS

O economista Daniel Raventós, que preside a Rede Rendimento Mínimo, tem outra perspectiva. Partindo de um princípio republicano –«quem não tem a existência material garantida não pode ser livre»–, propõe «uma atribuição monetária incondicional, acompanhada duma reforma da política fiscal que redistribua a riqueza».

Junto a Jordi Arcarons e {Lluís} {Torrents}, e dispondo de quase dois milhões de declarações do IRPF para confecionar seu estudo, Raventós conclui que é possível financiar um rendimento mínimo para tudo espanhol adulto de 7.471 euros anuais e de 1.494 para os menores («uns 750 euros por mês por maior de idade e aos menores, a quinta parte»). E isso «sem tocar um cêntimo de Saúde, Educação nem Casa Real», embora sim tirando recursos através, por exemplo, do imposto sobre/em relação a as transações financeiras.

¿Que se pouparia o Estado? «113.000 milhões». ¿Como? «Toda atribuição pública monetária inferior à rendimento mínimo desapareceria,

e não teria custos administrativos, como sim os tem o controlo dos subsídios condicionados». ¿E as pessoas não se {echaría} à {bartola}? «A realização de trabalho remunerado não implica a perda da prestação –diz Raventós–. Poderemos ir acumulando rendimentos procedentes das fontes que sejam e em caso de que superem certo limiar, corresponderá dar à sociedade através do sistema impositivo».

A TERCEIRA RESPOSTA

Ao início dissemos que tinha dois posturas sobre/em relação a o futuro do emprego. Na verdade há uma terceira, a de economistas como {Dean} {Baker}, co-fundador e {codirector} do {Center} {for} {Economic} {and} {Policy} {Research} de Washington. {Baker} está convencido de que o excessivo foco que se põe agora sobre/em relação a a {digitalización} como causa da perda de empregos tem como objetivo evitar que se analisem as causas reais da {precarización} de milhões de trabalhadores iniciada nos 70, quando se quebrou o pacto assinado após a segunda guerra mundial entre sindicatos, patronais e governos para alicerçar a sociedade do bem-estar.

«Não é a revolução digital –{clama} {Baker}–, mas a contrarevolução neoliberal, a causante da crescente precariedade». Uma interpretação que daria certo sentido às pressas com as que o último Fórum de {Davos} –{conciliábulo} do neoliberalismo– ondeou a bandeira da rendimento mínimo. «Para eles é a oportunidade de estender um cheque em troca de desmantelar de uma vez por todas o estado do bem-estar», anota Daniel Raventós.

A CESSÃO DO EU

Enquanto tudo isto vai fazendo {chup} {chup}, o filósofo {Byung}-{Chul} Têm adverte que o capitalismo mudou de estratégia: da pressão à sedução. Tem posto um dispositivo telemóvel em 5.000 milhões de mãos, assegura que nossa opinião conta e todos a ceder dados que processam seus algoritmos com uma entrega obsessiva. «A classe dominante já não explora à multidão, conseguiu que se explore a sim mesma e cria/acredite que obra com liberdade». Liberdade para fazer, segundo o Relatório/informe {Big} Data 2015, 4,1 milhões de buscas em Google, 347.000 {tuits}, 3,3 milhões de atualizações em Facebook, subir 38.000 fotos a {Instagram} e mais de 100 horas de vídeo a {YouTube}, enviar 34,7 milhões de mensagens instantâneas por internet e descarregar 194.000 aplicações. Por minuto.

Parte desses impulsos narcisistas –que já facilitam um retrato do inconsciente coletivo– vão a parar a empresas como {Acxiom}, que comercia com dados de 300 milhões de norte-americanos e tem um catálogo de 70 categorias (humanas): estão os {waste} (lixo), aos que se lhes nega o crédito, e os de maior valor, os {shooting} {star}, que são os dinâmicos de 35 a 45 anos, {runners}, casados e sem filhos.

«Isso é o fim da liberdade», avisa Têm. Não só/sozinho o fim do trabalho.

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