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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 24 de maio de 2018

Uns pais fazem viral sua gratidão à saúde pública

O pessoal do Clínico e La Paz de Madrid salvou a uma menina de 4 meses. «Há mágicos nos hospitais», reza a mensagem que partilhou a família

OLGA PEREDA epextremadura@elperiodico.com MADRID
16/05/2018

 

Marina tem 4 meses e esteve prestes a morrer várias vezes. Mas é uma lutadora. Tem ganho a batalha e seu coração {late}. Toma sete medicações diferentes. Está sondada para alimentar-se. E a cada manhã lhe picam {heparina}. Aí está, com sua chupeta, envolvida numa cobertor cor-de-rosa e prestes a ficar dormida em braços de o seu pai, o criativo publicitário Alberto Lizaralde. Seu calvário é similar ao de muitos outros pais de meninos doentes. O seu chegou mais longe, se facto/feito viral. Seus redes sociais estão colapsadas com milhares de {likes}, {retuits} e comentários. Alberto e sua mulher, {Macarena}, escreveram sua história em Twitter simplesmente para dar as graças ao pessoal da saúde pública que tem atendido a sua filha com carinho e profissionalismo. Comovente até à lágrima, seu relato conseguiu ser muito mais que um agradecimento.

Marina nasceu no hospital Clínico de Madrid. Tudo foi perfeito. Quando lhes iam a dar o alta, um médico {auscultó} ao bebé. «{Escucho} algo estranho, por isso vos {vais} a casa e {venís} na segunda-feira para uma revisão», sentenciou. Aos poucos minutos mudou de opinião: «Melhor vos {quedáis}». Foi o primeiro médico –duma longa lista– que salvou a vida da pequena.

«Nasceu muito {morenita}. Não lhe demos importância. Mas resulta que esse tom de pele era porque lhe estava faltando oxigénio na sangue», conta Alberto. A pequena tinha {estenosis} pulmonar severa. Marina entrou pela primeira vez no sala de operações com quatro dias de vida. Lhe fizeram um {cateterismo} para ver se seu coração respondia. Mas não, por isso com um mês a operaram. «Lhe abriram o peito, lhe tiraram o coração e se o pararam. O voltaram a dar início e se o voltaram a colocar. Quando os médicos nos o contaram pensamos que quase era melhor não sabê-lo», recorda Alberto, diretor criativo da agência {Havas}. Também é fotógrafo, por isso decidiu tomar imagens dos pés e as {manitas} de sua pequena e cenas quotidianas do hospital. As publicou nas redes sociais. Para dar as graças. Para partilhar angústias. Para apoiar a outros pais. E para refletir que (quase) sempre há luz no fim do túnel.

A unidade de {Neonatología} da Paz tornou-se em sua segunda casa. «É um sítio especial onde funcionam regras e códigos que não há fora de as suas portas. É um micromundo de humanidade e sensibilidade. Todos os trabalhadores, desde médicos até enfermeiros e responsáveis da limpeza, cuidam com extrema delicadeza aos meninos. E também aos pais, porque muitos se derrubam», explica. Alberto os chama «mágicos».

Ao voltar a casa com a sua filha, por fim, Alberto e {Macarena} pensaram que fazer para dar as graças. ¿Convidar-los a um pequeno-almoço especial? ¿Enviar {bombones}? No fim optaram por contar sua história e dizer em alto que os «mágicos» da saúde pública merecem mais. Merecem melhores instalações, gabinetes, consultas, salário... O merecem tudo.

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