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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Um juiz obriga a um hospital a reanimar a uma paciente

P. M.
12/07/2019

 

A família de María Teresa Blanco, que desde há 20 anos sofre {ataxia}, doença neurodegenerativa que lhe impede ter autonomia vital, se tem enfrentado ao Hospital Príncipe das Astúrias de Alcalá de Henares diante da negativa dos médicos a reanimá-la em caso de paragem/desempregada/parada cardíaca. Os irmãos da paciente, com a assistência da associação Advogados Cristãos, levaram o caso diante da justiça, que tem emitido parecer de forma cautelar que sim deve ser reanimada, pois apresenta uma «evolução clínica favorável», pelo que «não existe razão ou justificação, estritamente médica, ou pelo menos não se expõe nos relatórios remetidos pelo centro hospitaleiro, para deixar de aplicar o tratamento correspondente» quando o necessite.

Código {deontológico}

O hospital tem até ao segunda-feira para decidir se recorre. Fontes do centro sublinham que este caso não tem nada a ver com a eutanásia e que a paciente está a ser tratada nas «melhores condições possíveis». Os facultativos consideram que dado seu estado terminal «a aplicação doutras técnicas agressivas ou invasivas» como a reanimação não a beneficiariam e suporiam um «{encarnizamiento} terapêutico». E o Ordem dos Médicos apoia esta decisão. «O código {deontológico} é claro: não se pode aplicar nenhuma medida que seja {fútil} quando não só/sozinho não se gera nenhum benefício, mas para além disso se pode produzir um prejuízo como é prolongar sua agonia», afirma o presidente da comissão de {deontología} da organização médica. José Andrés Cambronero, {intensivista} jubilado do hospital questionado, é da mesma opinião. Em declarações a este diário/jornal, explica que a esperança de vida da {ataxia} é de 20 anos, justo o tempo que leva padecendo-la Blanco, com o que no seu entender «não faz sentido aplicar medidas médicas extraordinárias».

«Está estável»

Pelo contrário, a porta-voz da família, a presidenta de Advogados Cristãos, Polonia Castellanos, assegurou ontem que a paciente leva uma «vida digna», quer «viver», está «estável» e tem um «prognóstico de melhoria», com o que celebrou que a justiça lhes tenha dado a razão. A letrada assegurou que os médicos tinham deixado de dar-lhes informação e que lhes comunicaram que não praticariam a reanimação porque é «muito caro». Castellanos aproveitou para mostrar sua oposição/concurso público a uma lei de eutanásia. Segundo manifestou aos meios, se chega a despenalizar-se, doentes como Blanco morrerão contra de a sua vontade.

Mas Cambronero, membro do coletivo Direito a Morrer Dignamente, assinala que misturar este caso com a eutanásia «não faz sentido». É que o suicídio assistido é para pacientes que não podem valer-se por sim mesmos mas que mostraram seu desejo de morrer. Na sua opinião, a situação sim deveria servir para que cada vez mais pessoas faça um testemunho vitalista, do qual esta doente carece.

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