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Um cromossoma alterado multiplica por oito a ameaça de cancro

Isto explicaria porque é que os homens o sofrem mais que as mulheres

 

BEATRIZ PÉREZ BARCELONA
17/01/2020

A perda de função de certos genes do cromossoma sexual E, presente unicamente no género masculino, origina que os homens com dita carência corram até oito vezes mais risco de padecer cancro que os indivíduos com o cromossoma E normal/simples. Que os homens são mais suscetíveis que as mulheres a desenvolver esta doença era um facto/feito avalizado por numerosas investigações. Mas agora uma equipa do Instituto/liceu de Saúde Global de Barcelona ({ISGlobal}), centro impulsionado por La Caixa, tem identificado um dos principais mecanismos biológicos pelos que o cancro afeta mais ao género masculino que ao feminino.

Este estudo, publicado no {Journal} {of} {the} {National} {Cancer} {Institute} e levado a cabo em colaboração com a {Universitat} {Pompeu} {Fabra}, a Universidade de {Adelaida} (Austrália) e o Centro {Genómico} de Estónia, se baseia nos dados de 9.000 pessoas. Os investigadores têm estudado a função de todos os genes do cromossoma E em vários {cánceres} e, de acordo com os resultados, a probabilidade de desenvolver cancro aumenta quando se perde a função de seis genes chave do cromossoma E em várias células.

ALTERAÇÕES / O estudo revela que há alterações («perdas da expressão ou função dos genes») que estão associadas a um maior/velho risco de padecer cancro. Estas «perdas», segundo o coordenador da investigação, Juan Ramón González, se produzem em seis genes do cromossoma E que estão implicados na regulação do ciclo celular, um processo que, quando falha, pode dar lugar ao desenvolvimento de tumores.

Compreender as diferenças biológicas entre homens e mulheres no cancro é crucial para desenvolver umas linhas de tratamento e prevenção personalizadas. «Os homens não só/sozinho sofrem mais cancro que as mulheres, mas para além disso têm um prognóstico pior», diz González.

Este investigador salienta que o estudo em questão pode ser utilizado como «biomarcador» e contribuir a dar com «genes alvo» que depois permitam o desenvolvimento de fármacos.