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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Trump inicia o processo oficial para sair do Pacto de Paris

O abandono culminará justo um dia depois das eleições de 2020

IDOYA NOAIN
06/11/2019

 

Com uma carta enviada a {António} {Guterres}, secretário-geral da ONU, a Administração de Donald Trump pôs na segunda-feira em marcha o processo oficial para que Estados Unidos abandone o Acordo de Paris, o pacto alcançado no 2015 para combater as alterações climáticas. A saída, prometida por Trump em campanha, culminará num ano. E o 4 de Novembro de 2020, justo um dia depois das eleições presidenciais, EUA se converterá no único país do mundo fuera do acordo global.

O início do processo foi anunciado pelo secretário de Estado, {Mike} {Pompeo}. Numa mensagem em Twitter e um comunicado, o chefe da diplomacia estado-unidense ressuscitou o argumento económico que usou Trump no 2017, alegando que os compromissos de redução de emissões que adotou o Governo de Barack Obama quando assinou o Acordo de Paris (entre o 26% e o 28% relativamente aos níveis de 2005) representam um «injusto peso económico imposto a trabalhadores, negócios e contribuintes estado-unidenses». EUA foi historicamente o maior contaminado do mundo, atualmente só/sozinho está por detrás de China e é o maior produtor de petróleo e gás.

Segundo lamentou ontem numa mensagem com largo eco a ministra espanhola de Transição Ecológica, Teresa Ribera, «não por esperada a decisão é menos preocupante». O Executivo federal baixo/sob/debaixo de o mandato de Trump está impulsionando uma profunda regressão em proteções ambientais.

LONGE DE OS OBJETIVOS / E apesar de que numerosas autoridades locais e estatais, bem como partes do sector privado de EUA, têm posto em marcha suas próprias medidas e compromissos para lutar contra o aquecimento global, mesmo com essas regulações mais ambiciosas e avançadas que as de Washington o país está longe de cumprir os objetivos marcados. Embora em a sua mensagem {Pompeo} defende o foque da Administração de Trump, se apoia em dados positivos sobre/em relação a redução de emissões contaminadas e gases de efeito de estufa conseguidos por políticas prévias. E no passado ano, pela primeira vez depois de/após três anos de descidas, as emissões de carbono de EUA subiram o 3,4%. A redução em relação ao 2005 está ainda no 11,2%, longe de 26%-28% marcado por Obama.

Diplomáticos e peritos temem, além disso, que a saída de EUA afete às atuações de outros países, como China e a Índia, considerados emergentes mas que são o primeiro e o terceiro mais poluentes.

Por outro lado, os compromissos dos países para reduzir as emissões de gases de efeito de estufa no quadro do Acordo de Paris são claramente insuficientes para mitigar a crise climática, advertiu ontem Robert Watson, ex-presidente do painel de peritos da ONU sobre/em relação a este assunto, num relatório/informe publicado ontem.

Watson afirmou que «mesmo se todos os compromissos climáticos, que são voluntários, se chegassem a aplicar plenamente, não se alcançaria nem a metade do esforço que se necessita para travar a aceleração da crise climática». Salvo exceções, as promessas tanto/golo dos países com mais rendimentos como dos mais pobres são às claras «insuficientes» para travar a crise climática, acrescenta o perito neste relatório/informe, do qual também é {coautor}.

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