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Terras quedas no esqueço

Foi após ver algumas zonas de Badajoz quando o {relator} da ONU advertiu de que muitos espanhóis não reconheceriam parte do país no qual vivem H A falta de serviços é urgente

 

Uma cena bastante habitual 8 Rusga antidroga da Polícia Nacional no bairro dos {Colorines}, em Badajoz. - SANTI GARCÍA

RODRIDO MORÁN VILLAFRANCA DE LOS BARROS
16/02/2020

Extremadura, região esquecida para muitos, foi para o {relator} da ONU Philip Alston uma mostra muito real de que há espanhóis que não reconheceriam parte de seu território nalgumas fotos. Em seu visita expresso, ao {relator} da ONU lhe deu tempo de conversar com voluntários de diferentes Cáritas paroquiais da diocese de Mérida-Badajoz em Villafranca de los Barros, a conhecer a vulnerabilidade de pessoas desfavorecidas em Mérida e a passear fugazmente por bairros deprimidos de Badajoz, entre eles o famoso os {Colorines}.

Sentados em torno de uma mesa de madeira, Alston ouviu atenciosamente aos voluntários de Cáritas em Villafranca de los Barros e suas vivências particulares em cada um dos municípios. «As circunstâncias que há na Extremadura nos obrigam, em muitas ocasiões, a ter que ir-nos fora para poder/conseguir trabalhar», diziam alguns dos participantes no encontro. Especialmente crítica é a situação dos agricultores, cada vez com menos margem para poder/conseguir dedicar-se a esta milenária tradição na zona. O {relator} da ONU conheceu de primeira mão o problema tão {candente} que sofre o campo extremenho com a guerra de preços e viu a desesperança de muitos agricultores cujos benefícios apenas lhes servem para viver ao dia.

A particularidade do mundo rural que tanto/golo marca à região extremenha também foi objeto de debate. As pessoas maiores/ancianidade se topam com muitos problemas de solidão e isolamento dos grandes recursos que se focalizam em grandes núcleos urbanos. Há falta de atenção médica, escassez de ambulâncias e uma rede de transportes muito maltratada e sem alta velocidade.

David Tobaja, treinador do Área de Inclusão Social no Centro de Acolhimento Pai Cristóbal de Mérida, foi gráfico ao descrever que «Alston, mais que falar, esteve muito pendente de cada uma das intervenções». «Ouviu cada uma das inquietudes e problemas diários/jornais e nos agradeceu lentamente/pouco a pouco todas as contribuições. Disse também que o fim da pobreza é uma decisão política, que recursos há, mas que não se utilizam bem», acrescentou este perito.

A seu passo por Mérida, Alston encontrou-se com a rede de entidades extremenhas do terceiro sector que trabalham pela inclusão social de pessoas vulneráveis. «Se preocupou muito pelo tema da pobreza infantil e, muito especialmente, pelo tema da habitação. Disse não entender como tendo um parque de habitações/casas/vivendas públicas tão largo, tinha tantos problemas de pessoas em risco de exclusão social para aceder a uma destas habitações/casas/vivendas», diz Tobaja.

Esse tema impactou a Alston, que já sobre/em relação a o terreno considerou que isto é algo que deve começar a gerir-se doutra maneira.

Em seus poucas intervenções, Philip Alston quis deixar muito claro que seu relatório/informe é um de entre meio milhão que chegará às mãos das administrações, «embora este, como é da ONU, igual se o lêem», explicou um dos participantes no encontro de Mérida.

Prestações

O tema das prestações sociais também lhe interessou muito. Durante seu passo por Extremadura, tinha conversado com um jovem que lhe tinha comentado que não lhe interessavam muito as prestações sociais, mas querer trabalhar, uma reflexão que levou a Alston ao início de suas conclusões na Extremadura e o facto/feito de ser uma terra esquecida carente das oportunidades que tanto/golo reclama sua população. Foi nesse momento quando também {emanó} essa ideia de ter dois {Españas}, uma que se vende ao exterior e outra muito mais desconhecida que poderia resultar quase irreconhecível para os próprios espanhóis.

Além disso, a imigração e a regularização de documentos das pessoas estrangeiras também foi um tema importante a debater, já que Extremadura é uma terra que recebe a muitas pessoas de fora para trabalhar nas campanhas frutícolas. Também se falou dos problemas de convivência com pessoas de outros países ou etnias.