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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 23 de novembro de 2017

Sentença salomónica para o famoso selfi do {macaco} {Naruto}

Um tribunal de Estados Unidos atribui ao fotógrafo os direitos da imagem. O autor doará no entanto o 25% dos benefícios ao bem-estar do símio

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com MADRID
14/09/2017

 

Depois de/após dois anos de batalha legal sem precedentes pelos direitos de autor do selfi animal mais famoso do mundo, o do {macaco} de Indonésia {Naruto}, finalmente, um tribunal de São Francisco tem dirimido que o proprietário da instantânea é o fotógrafo britânico David Slater, e não o animal.

Extrajudicialmente, além disso, Slater e o grupo {People} {for} {the} {Ethical} {Treatment} {of} {Animals} ({PETA}) chegaram a um acordo pelo qual o profissional britânico doará o 25% dos benefícios da imagem a assegurar o bem-estar de {Naruto} e sua comunidade, os {macacos} negros com crista da ilha de {Sulawesi}.

Tudo começou em 2011, naquela ilha indonésia, quando um {macaco} tomou a câmara de David Slater, pulsou o botão e tomou-se um autoretrato que deu a volta ao mundo. A face do giro, com seu largo sorriso e seus grandes e redondos olhos alaranjados acabaram num livro que publicou Slater. A imagem saltou logo às redes sociais. E, mais tarde, {PETA} pediu que o {macaco} fora «declarado o autor e proprietário de suas próprias fotos».

Slater defendia sua autorià. Ao fim e ao cabo ele montou tudo o dispositivo: deixou a câmara preparada sobre/em relação a um tripé, se afastou e esperou a que chegasse {Naruto} e {apretara} o {obturador}. Slater, além disso, insistia em que com a difusão da foto na internet ele estava perdendo dinheiro já que, potencialmente, deixava de vender exemplares de seu livro. Já o passado Janeiro um juiz emitiu parecer que o {macaco} não era o proprietário das imagens. Mas foi até esta segunda-feira que as partes selaram a paz e puseram fim definitivamente ao {litigio} aberto em 2011.

{PETA} conclui o assunto com esta entrada no seu blogue: «Em virtude do acordo, Slater acordou doar o 25% de todos os rendimentos futuros da utilização ou venda do selfi do giro a organizações que protejam o habitat de {Naruto} e de todos os {macacos} negros com crista de Indonésia» (...) «O caso de {Naruto} tem demonstrado que os {macacos} são seres inteligentes, {pensantes} e complexos que merecem possuir legalmente sua propriedade intelectual e que têm direitos como membros duma comunidade legal».

Uma declaração combina faz finca-pé em que «{PETA} e David Slater estão de acordo em que este caso apresenta questões importantes sobre/em relação a temas tão avançados como a extensão dos direitos dos animais não humanos».

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