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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 21 de septembro de 2017

Seis estados de EUA, em emergência pela heroína

Os peritos consideram que a resposta é lento e insuficiente. A passividade do Governo federal lhes obriga a tomar a iniciativa

RICARDO MIR DE FRANCIA
14/09/2017

 

No passado mês de Junho, {Arizona} tornou-se no sexto estado de Estados Unidos em declarar a emergência estatal para fazer frente à epidemia de heroína e {opioides} com receita, que no 2016 deixou em seu território uma média/meia de mais de dois mortos diários/jornais por overdose. «Temos que tomar medidas porque o número de overdose e mortes por {opioides} cresce a um ritmo alarmante. É hora de chamarlo por seu nome: é uma emergência», disse o governador republicano, {Doug} {Ducey}. «Muitos de nós conhecemos a alguém afetado pelo abuso de substâncias, em nossa família, entre nossos amigos ou vizinhos/moradores. Nossos corações padecem por eles, mas não é suficiente. Devemos fazer mais».

EUA começa a despertar de seu letargo, décadas depois de/após que começasse a {gestarse} em suas clínicas e hospitais uma mudança de mentalidade no tratamento paliativo da dor, uma mudança que, em nome duma pretendida compaixão, deu pé a que a prescrição de {analgésicos} narcóticos se estendese como uma praga. O resultado se chora hoje em seus {morgues}. No passado ano morreram uma média/meia de 142 estado-unidenses ao dia por overdose. Mais de oito milhões de seus cidadãos abusam hoje de fármacos como o {OxyContin} ou o {Percocet}, segundo estimações federais, e 2,5 milhões são adictos a esses medicamentos {opioides} ou à heroína.

promessa pendente / Donald Trump prometeu atuar durante a campanha, mas segue/continua sem declarar formalmente a «emergência nacional» que invocou faz umas semanas nem implementar o relatório/informe que encarregou a uma comissão de peritos. Diante da passividade do Governo federal, vários estados têm tomado a iniciativa com declarações de emergência que têm servido para destinar fundos adicionais à luta contra as drogas. Embora cada um tem tomado medidas diferentes, a maioria tratam de expandir os tratamentos de desintoxicação a base de metadona ou {buprenorfina}; de incrementar o acesso à {naloxona}, um antagónico dos {opiáceos} que reverte rapidamente os efeitos das overdose; ou de mudar as leis para que a dependencia se enfrente mais como um problema de saúde pública que como desafio policial. Também se está tentando educar aos médicos para que só/sozinho receitem {opioides} quando seja estritamente necessário.

CHAMAR À ATENÇÃO / Mas a olhos dos peritos, tudo está indo demasiado lento. «O que fizeram esses seis estados é, por um lado, chamar à atenção sobre/em relação a a {severidad} do problema e, por outro, tratar de fazer algo para solucionarlo», explica o médico e especialista em saúde pública da Universidade John Hopkins Joshua Sharfstein. «Até agora têm tido mais êxito com o primeiro objetivo porque as medidas adotadas não estão sendo demasiado efetivas», argumenta.

O acesso ao tratamento é ilustrativo. Só/sozinho um de cada dez adictos aos {opiáceos} ingressa num centro de desintoxicação ou recebe tratamento por prescrição médica. Nos hospitais faltam camas e as listas de espera para ingressar num centro costumam ser a norma. As leis também não ajudam porque persiste a perceção de que os substituidores da heroína não conduzem à sobriedade, mas prolongam a dependencia e, mesmo baixo/sob/debaixo de programas públicos como {Medicaid}, alguns estados restringem o acesso à metadona. «Segue/continua tendo muito estigma associado à dependencia e seu tratamento. Em geral, o sistema de saúde não fez muito para mudar a situação», diz Sharfstein.

Tratando-se duma epidemia tão complexa, alguns estados têm descoberto que as medidas isoladas não servem para nada se não vão acompanhadas duma atuação integral desde vários flancos. Assim lhe aconteceu a {Massachusetts}, o primeiro estado em declarar a emergência no 2014 (desde então lhe têm emulado Alasca, Florida, {Maryland}, {Virginia} e {Arizona}). {Massachusetts} optou por encurtar os tratamentos com {opioides} e restringir as doses receitadas.

A {naloxona} salva vidas. Alguns estados estão tratando de que seus serviços de emergência e seus corpos policiais tenham sempre suficientes doses a mão para reverter as overdose. Mas muitos condados estão descobrindo que o {Narcan} (seu nome comercial) tem um custo proibitivo. Uma só doses pode custar até 150 dólares, pelo que a comissão de peritos encarregada por Trump propôs ao Governo federal que negoceie com as farmacêuticas uma diminui de preços.

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