Menú

El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 19 de agosto de 2019

Refugiados na cimeira

Os {sapiens} ascenderam às montanhas mais altas para sobreviver durante a última {glaciación}

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com MADRID
13/08/2019

 

Os humanos se refugiaram em inóspitas montanhas de até 4.000 metros de altitude durante a última {glaciación}. Assim o tem podido constatar um grupo internacional de investigadores que tem encontrado em Etiópia uma jazida com vestígios de um colonato humano duns 45.000 anos de antiguidade, quando a terras mais baixas se encontravam cobertas de gelo.

A vida a grande altitude impõe uma série de limitações e stress sobre/em relação a o corpo humano. Devido a isto, se acreditava que o colonato de povoações em ambientes a grande altitude –mais de 2.500 metros sobre/em relação a o nível do mar– era algo recente na história da humanidade.

Os restos encontrados a 4.000 metros de altitude num refúgio rochoso nas montanhas de {Bale}, em Etiópia, parecem demonstrar o contrário. O nível de oxigénio ali é muito baixo, as temperaturas flutuam bruscamente e as chuvas são intensas, mas a investigação, publicada em {Science}, revela através de análise arqueológicos, {biogeoquímicos} e cronológicos de restos fósseis, que nesses jazidas viveram povoações de {recolectores} da Idade de Pedra. Os arqueólogos encontraram evidências de que estas pessoas caçavam ratazanas toupeira gigantes, extraíam {obsidiana} a 4.200 metros sobre/em relação a o nível do mar para fabricar suas ferramentas e usavam água derretida dos glaciares próximos.

«{Encontramos} muitos ossos de ratazanas toupeira gigantes que tinham marcas de corte e a maioria estavam {carbonizadas}, pelo que estamos seguros de que as pessoas os comia», aponta a {Sinc} {Bruno} {Glaser}, autor principal do estudo na Universidade {Martin} {Luther} Encontre-{Wittenberg} (Alemanha) e que contou com a colaboração das universidades de Colónia, {Rostock}, {Marburgo}, {Berna} e {Addis} {Abeba} (Etiópia).

«Os habitantes pré-históricos eram caçadores-{recolectores}, o que significa que eram altamente telemóveis, não sedentários e viviam da comida/almoço que obtinham ao alimentar-se. Viviam em pequenos grupos e usavam o lugar como uma espécie de acampamento base», declara a {Sinc} {Götz} {Ossendorf}, científico/cientista da Universidade de Colónia (Alemanha) e {coautor} do trabalho.

Os investigadores estão de acordo em que o colonato foi possível porque durante a última {glaciación} a região estava mais além do borda dos glaciares. Tinha, portanto, uma quantidade/quantia de água suficiente disponível, já que estes se derretiam por fases. As ratazanas toupeiras eram, além disso, fáceis de caçar e proporcionavam a energia necessária para sobreviver no terreno acidentado.

Os humanos provavelmente também se estabeleceram na área porque tinha um depósito de rocha de {obsidiana} vulcânica perto de onde podiam extrair {obsidiana} e fazer ferramentas com ela. «Portanto, o colonato não só/sozinho era comparativamente habitável, mas também prático», conclui {Bruno} {Glaser}.

Segundo a equipa de investigação, este estudo não só/sozinho proporciona novas ideias sobre/em relação a a história dos colonatos humanos em África, mas também dá informação importante sobre/em relação a o potencial humano para adaptar-se física, {genéticamente} e culturalmente às condições ambientais mudáveis. Um exemplo de isso são os grupos de pessoas que vivem nas montanhas etíopes hoje em dia, que podem lidar facilmente com baixos níveis de oxigénio no ar.

As notícias mais...