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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

Reconstrução a escuras

A península se prepara para fazer balanço após o passo do furacão. O ‘{Irma} deixou a 15 milhões de pessoas sem eletricidade em Florida

RICARDO
13/09/2017

 

{Carry} {Shaw} se passou as últimas horas chamando à receção do prédio de apartamentos onde vive com o seu marido. «Não temos nem ideia de que nos vamos a encontrar, não temos podido falar com ninguém», assegura esta jubilada de 71 anos enquanto se prepara para voltar a casa após quatro dias de exílio a conta do furacão {Irma}. Seu casa está em {Jacksonville}, no norte de Florida, uma das cidades mais castigadas pelas consequências do ciclone. As chuvas torrenciais transbordaram o rio {St}. John, deixando umas inundações nunca vistas na cidade.

Os parques tornaram-se em {lagos}; o centro urbano, numa charca para canoas e patos. Os serviços de emergência têm tido que fazer mais de um centena de resgates. «Não me dá pena as pessoas que ignorou as ordens de evacuação, são uns estúpidos», diz {Shaw}. «Mas há partes de Florida que nunca voltarão a ser o mesmo. As pessoas que tem dinheiro se recuperará. Mas, ¿que passará com os pobres e com os que não têm seguro? ¿Que passará com os anciãos doentes? Será interessante ver que faz o Governo, porque não lhe importa as pessoas, só/sozinho lhe importa o dinheiro». Após o passo esmagador de {Irma}, que dava esta terça-feira suas últimas rabadas em {Georgia} e {Carolina} do Sul, é hora de avaliar os danos e dar início a reconstrução.

Nalguns pontos de Florida, o quarto estado mais povoado de EUA com 20 milhões de habitantes, será um processo lento. Quinze milhões de pessoas estão sem eletricidade, segundo as autoridades. Há também problemas com o sinal telefónica e da internet. E nos {Cayos}, o mais devastado de seus territórios, não há sequer água corrente.

A DIREÇÃO DOS VENTOS / A sensação generalizada, apesar de tudo, é que poderia ter sido muito pior. O facto/feito de que {Irma} tocará terra primeiro em Cuba e mais tarde nos {Cayos} contribuiu a que sua intensidade se {rebajara} ao atravessar a península, onde entrou com uma categoria/escalão 3 para ir perdendo força à medida que subia até o norte. Também as oscilações na direção dos ventos ajudaram a que perdesse intensidade, segundo os {meteorólogos}. «Pensava que veriamos mais danos», disse o governador {Rick} Scott após sobrevoar a costa desde {Naples} a {Key} {West}. «A crescida das marés não foi tão má como pensamos».

A miséria vai por bairros. Nos arredores de Orlando, em {Miami} ou em {Naples}, grandes artérias seguem/continuam inundadas. Aqui e lá há escombros espalhados e árvores arrancadas; telhados factos/feitos {añicos} e baixos {anegados}.

Nas estradas, milhões de pessoas tratam de voltar a casa {circunvalando} a escassez de combustível. Longas caudas de veículos industriais com fornecimentos e material para a reconstrução {ralentizan} o trânsito nas autoestradas. As autoridades pedem precaução. Há risco de {torrenteras} e de descargas elétricas pelo demolição do estendido. Uma das prioridades passa por restabelecer o fornecimento elétrico.

«Nos vai a levar algum tempo, e nalguns pontos, terá que reconstruirlo integramente», dizia {Christopher} {Krebs}, o responsável de infraestruturas do Departamento de Segurança Interna.

Embora é cedo para conhecer os custos da reconstrução, as primeiras estimações da consultora {AccuWeather} apontam a que a fatura de {Irma} e {Harvey}, a trovoada tropical que {anegó} {Houston} e outras regiões de Telhas, poderia ascender a 200.000 milhões de dólares (167.067 milhões de euros).

Um custo comparativo ao que deixou o Katrina. O Pentágono tem atendido a 10.000 militares para ajudar nas trabalhos de reconstrução.

AQUECIMENTO GLOBAL / Os piores estragos temos de procurá-los nos {Cayos}, o arxipélago caraíba ao sul da península de Florida. Como {Barbuda}, {St}. {Martin}, as Ilhas Virgens ou Cuba tem sofrido brutalmente a fúria de {Irma}. Uma quarta parte de suas habitações teriam ficado destruídas, segundo as primeiras estimações, e as autoridades {peinan} agora seus {cayos} à procura de vítimas enterradas baixo/sob/debaixo de os escombros.

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