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Quatro de cada cinco raparigas sofrem assédio sexual de rua

É uma situação «sistemática e frequentadora», segundo um estudo internacional. Só/sozinho o 10% dos casos se denunciam e menos de 30% chegam a tramitar-se

 

A ministra de Igualdade, {Irene} Montero, toma o substituição de sua predecessora, Carmen Calvo. - JOSÉ LUIS ROCA

PATRICIA MARTÍN epextremadura@elperiodico.com MADRID
24/01/2020

Es difícil encontrar una mujer que no haya recibido un piropo desagradable y no deseado. Ou que não tenha visto a um homem dirigirle olhares {lascivas}. Ou que não tenha sentido que um homem ou vários a perseguiam pela rua até chegar a um lugar seguro. Apesar de isso, não há dados oficiais de quantas pessoas sofrem estas caluniosos situações, dado que a imensa maioria não se denúncia, a exceção dos comentários que muitas das afetadas fazem nas redes sociais, sobretudo desde que movimentos como o {MeToo} ou o #{cuéntalo} animaram às mulheres a não calar por mais tempo e denunciar publicamente as violações, abusos e acossos sexuais que padecem.

Neste contexto, a {oenegé} Plano Internacional tem estudado o fenómeno em cinco cidades, Madrid, {Kampala} ({Uganda}), {Sídney} (Austrália), Lima (Peru) e Nova {Delhi} (Índia). E sua conclusão é que o acosso de rua é algo «sistemático e frequentador», e o «principal risco de segurança» que enfrentam as meninas e jovens de todo o mundo. De facto, na capital de Espanha quatro de cada cinco participantes na investigação relatou episódios desagradáveis, entre elas um elevado 11% relacionados com a {masturbación}. «Voltava a casa às três da madrugada e me seguiu/continuou um homem {masturbándose} numa carrinha até minha casa», relatou uma jovem de 26 anos.

Enquanto, outras põem o foco, para além de no acosso, na falta de colaboração da polícia: «Ao sair do metro três jovens me têm rodeado e seguido/continuado até casa. Estou segura de que se não chega a ser porque {cogí} o telemóvel e fiz que falava com alguém e dizia que já lhes via pela terraço, me tivessem facto/feito algo. Não {avisé} à polícia porque seguro que não vão fazer nada».

MUDANÇA DE HÁBITOS / Obrigada/obrigado, no conjunto/clube das cinco cidades analisadas, as jovens marcaram 21.200 pontos em diferentes mapas, dos quais 18.752 eram negativos, isto é, o 88%.

Além disso, a investigação revela que o 33% das situações desagradáveis acontece na mesma zona e que, por isso, o 40% das afetadas evita passar só por esse lugar, chegando mesmo algumas mulheres a abandonar seu estreitamente ou seus estudos pela experiência.

Com tudo, só/sozinho em torno do 10% dos acossos são denunciados e menos de 30% chegam a tramitar-se devido a que, segundo dados da organização ONU Mujeres, dos 189 países que têm assinado a Convenção contra a eliminação da discriminação contra a mulher, 177 não têm uma legislação específica contra este problema.

OS PLANOS DE MONTERO / Também não Espanha, onde só/sozinho se penaliza o acosso em determinadas circunstâncias e quando há um contacto físico. Não obstante, a intenção da ministra de Igualdade, {Irene} Montero, é a de retomar e impulsionar a chamada lei do só/sozinho sim é sim, que prevê incluir no Código Penal uma pena de multa ou trabalhos em benefícios da comunidade a quem «se dirija a uma pessoa na via pública com proposições, comportamentos ou pressões de carácter sexual que, sem chegar a constituir um trato calunioso nem atentado contra a liberdade sexual, acreditam para a vítima uma situação intimidatória».

Entretanto, para ter uma ideia da incidência real desta flagelo, Plano Internacional tem posto em marcha {Safer} {Cities} {for} {Girls}, uma iniciativa financiada pela União Europeia que pretende compilar dados sobre/em relação a o acosso de rua, de novo em Madrid, e também em Barcelona e Sevilla.

Para isso, as afetadas unicamente têm que registar suas experiências numa web e os dados se completarão também com opiniões de peritos e um relatório/informe com recomendações diferentes.