+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

Quase 20 milhões de pessoas estão confinadas pelo {coronavirus}

A OMS considera que é «demasiado cedo» para lançar já um alerta internacional. O Governo chinês põe em quarentena a cinco cidades para evitar a expansão do vírus

 

Controlo de temperatura aos passageiros que chegam de {Wuhan}, na estação de comboio de {Hangzhou}. - REUTERS

SILVIA MARTÍNEZ / BEATRIZ PÉREZ
24/01/2020

China tem começado a fechar cidades para evitar a expansão do {coronavirus} 2019-nCoV, o vírus que já causou 18 mortes e do qual já se registaram mais de 500 casos. Perto de 19 milhões de pessoas permanecem confinadas em suas cidades. As autoridades decidiram na quarta-feira pôr em quarentena a {Wuhan}, onde vivem 11 milhões de cidadãos e origem do surto.

Ontem, além disso, a cidade chinesa de {Huanggang}, próxima a {Wuhan}, anunciou que também suspenderá a partir da meia-noite tudo o transporte e pediu aos cidadãos que não saiam da urbe sem «razões especiais». Também, outro município próximo a {Wuhan}, {Ezhou}, anunciou que a estação de comboio local ficará fechada até novo aviso. {Chibi} e {Zhijiang}, de menor tamanho (ambas têm, cada uma, meio milhão de habitantes), também têm restringido os movimentos de seus vizinhos/moradores. {Huanggang} tem mais de seis milhões de habitantes e {Ezhou}, um milhão.

Por enquanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tem optado por não declarar uma emergência internacional. Assim o anunciou ontem, após dois dias de reuniões em Genebra, um comité de emergência. «É demasiado cedo», assinalou o presidente do comité {Didier} {Hussin}. Mesmo assim, a OMS se reserva a possibilidade de voltar a convocar o comité no futuro com o fim de debater novamente uma eventual emergência internacional. Embora a maior/velho parte dos casos de {coronavirus} se concentram em {Wuhan}, o vírus tem saído de China e já chegou a países como Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan, Singapura, Vietname, {Arabia} {Saudita} e EUA.

SEGUIMENTO / Entretanto, os países europeus já se têm posto mãos à obra perante o possível cruzamento de fronteiras do {coronavirus}, cujos sintomas são similares ao duma pneumonia. «Não há razão para entrar em pânico, mas temos de tomar-se seriamente a situação e vigiá-la de perto», avisou ontem o eurodeputado e porta-voz de saúde do {PPE}, Peter Liese, quem pediu um debate urgentíssimo na comissão de Ambiente e Saúde da Eurocâmara sobre/em relação a o novo {coronavirus}. A UE já tem elevado «de baixo/sob/debaixo de a moderado» o nível de risco.

Em sua última análise, publicado ontem, o centro adverte que o «potencial impacto» do {coronavirus} é elevado, que «é muito provável» que siga/continue expandindo-se pelo planeta, «altamente provável» que toque a outros países asiáticos da região embora por enquanto vê «moderado» o risco de que alcance aos países da UE e do Espaço Económico Europeu ou que os europeus de visita em {Wuhan} sejam contagiados. «Assumindo que a transmissão de humano a humano seja limitada e se adotem medidas de controlo rigorosas a tempo a casos potencialmente importados, a probabilidade de que se estenda na comunidade estabelecida na UE é considerada muito baixa», assinala o documento. Este balanço está sujeito à evolução do vírus e a resolver muitas incertezas.

EM ESPANHA / O Ministério da Saúde afirmou ontem que «não se pode descartar» que apareça em Espanha algum caso do novo {coronavirus}, importado da zona de risco. Em caso de detetar-se, mantém que o impacto para a saúde pública «se considera baixo/sob/debaixo de». «Se isto se produzisse, a probabilidade de que se produzissem casos secundários no nosso país se estima baixa neste momento, já que com a informação disponível, a transmissão pessoa a pessoa não é elevada», assinala no último relatório/informe de seguimento de casos que publica diariamente o ministério.