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Os pacientes financiam o 45% do custo do cancro

Se poupariam 9.000 milhões com uma vida mais sara e os peneirados

 

Os pacientes financiam o 45% do custo do cancro -

PATRICIA MARTÍN
04/02/2020

O cancro é um dos maiores/ancianidade desafios sanitários do mundo. É a segunda causa de morte global e em Espanha, onde se calcula que padecem a doença 1,5 milhões de pessoas, cada ano se diagnosticam 275.000 novos casos. No entanto, até agora não se tinha quantificado o custo económico e social da doença neste país, pelo menos incluindo todas as variáveis, uma lacuna/lagoa que a Associação Espanhola Contra o Cancro (AECC) tem tentado paliar, por ocasião da celebração, hoy, do dia mundial.

O resultado da investigação -levada a cabo pela consultora {Oliver} {Wyman}- é tão preocupante como a elevada incidência: o cancro tem um custo de, pelo menos, 19.300 milhões de euros, o que supõe um 1,6% do PIB espanhol e praticamente o orçamento da Comunidade de Madrid. Dessa cifra, o 55% da despesa o assume o sistema sanitário e o resto, o 45%, o custeiam as famílias, embora as percentagens diferem segundo avança a doença. Assim, se estima que 7.300 desses 19.300 milhões se investem o primeiro ano no qual se diagnostica a doença, e o 55% o assumem as administrações, enquanto a partir do segundo ano se gastam à volta de 12.000 milhões e o 68% o financiam os pacientes.

Para realizar os cálculos se têm incluído os custos diretos médicos, derivados do tratamento, os fármacos, etc., que supõem o 48% do cômputo global; os custos diretos não médicos, como o transporte, a comida/almoço, o alojamento, aos que se atribui o 12%, e os custos indiretos que supõe a perda de rendimentos por parte do paciente e sua família devido a que nalguns casos se vêem obrigados a deixar seu estreitamente ou pedir licença sem vencimento ou redução de jornada, que representam o 40% do total.

Os {cánceres} mais custosos são, evidentemente, os de maior/velho presença: o {colorrectal} (2.500 milhões); o de mama (2.200 milhões), o de próstata (1.000 milhões) e o de pulmão (2.100 milhões). No entanto, são mais baratos no estádio inicial que quando causam {metástasis}.

Por tudo isso, a diretora-geral da AECC, {Noema} Paniagua, assinalou ontem que «a solução é a prevenção», com a posta em marcha de «medidas imediatas, embora os resultados se notem a médio prazo». De facto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que entre o 30% e o 50% dos {cánceres} se poderiam evitar com estilos de vida saudáveis e com a extensão dos programas de deteção precoce ou peneirado. Tendo em conta essas estimações, a investigação da AECC calcula que se poderiam poupar 9.000 milhões, dos quais 5.700 milhões corresponderiam à eliminação do tabagismo, 1.300 milhões à redução do consumo de álcool e 770 milhões a combater a obesidade.