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O negócio do orgasmo, em alta

A irrupção do {Satisfyer} catapulta o mercado de brinquedos eróticos em Espanha e toda Europa

 

Um {Satisfyer} 8 O brinquedo sexual na moda. - JOAN CORTADELLAS

CARLES PLANAS
16/02/2020

Orgasmos em menos de dois minutos. Com semelhante promessa, os estimuladores de {clítoris} têm um reclamo que lhes assegura o êxito. Mesmo assim, dificilmente a indústria dos brinquedos eróticos podia chegar a imaginar o alcance de um fenómeno tão social como económico que lhe leva a viver seu particular clímax.

Os estimuladores {clitorianos} e outros brinquedos existem desde há tempo, mas não foi até à segunda metade do ano passado que tornaram-se numa espécie de {epifanía} coletiva com a irrupção do {Satisfyer}. Segundo o estudo {Sex} {Toys} da escola de negócios {Insead}, a indústria erótica espanhola teve um volume aproximado de 145.603 milhões de euros no 2019, umas cifras que, estimam, poderiam crescer até os 187.991 milhões no 2025.

As principais marcas do mercado têm visto como a normalização do prazer sexual tem disparado seu volume de negócio. Apesar de não ser a inventora deste brinquedo, a alemã {Satisfyer} tornou-se na protagonista desta irrupção tecnológica. No 2018 faturou 130 milhões de euros.

A marca que {patentó} os mau chamados {succionadores} (e agora denunciou a {Satisfyer} por plagiar sua obra) foi a alemã {Womanizer}. No passado ano a companhia notou um aumento dos rendimentos de até ao 30%. «Nos últimos anos o foco de crescimento europeu foi na Alemanha, o Reino Unido e França mas agora Espanha também tornou-se num mercado de referência», explica {Johanna} {Rief}, responsável de comunicação da marca.

Nos brinquedos de luxo também se tem notado. Segundo explica a sueca {Lelo}, suas vendas em Espanha se dispararam um 263% durante no passado ano, enquanto a nível europeu fê-lo num 58%. Um auge que faz com que Espanha seja o principal consumidor de seus produtos com quase o dobro de vendas que em França, o segundo país. O estimulador de {Satisfyer} arrasou durante as passado Natal eclipsando a seus competidores. Segundo os comerciantes consultados, isto se deve a que é mais acessível. Enquanto seus modelos rondam os 40 euros os de {Womanizer} e os de {Lelo} excedem os 100.

Quatro milhões

O negócio de brinquedo chegou da mão de comércios como {Platanomelón}, cujo negócio se {cuadriplicó} em 2019. Outra das grandes distribuidoras destes produtos a nível nacional é {Diversual}. No passado ano esta loja on line faturou uma cifra próxima aos quatro milhões de euros, o que supôs um incremento anual de 20%.

Para além de os debates sobre/em relação a a {democratización} do prazer ou sobre/em relação a o capitalismo de imediatez, esta irrupção dos brinquedos sexuais tem provado que é um mercado com muito futuro que não para de crescer.