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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

«Não há vontade de parar a guerra ao planeta»


02/12/2019

 

O secretário-geral de Nações Unidas, Antonio Guterres, não esperou à inauguração da Cimeira do Clima de Madrid para disparar contra a {inacción} dos principais países emissores de gases de efeito de estufa. Na conferência de imprensa convocada o dia antes da abertura, acusou a ambas potências de «falta de vontade política» para deter a «guerra contra o planeta» porque as tecnologias para fazê-lo estão disponíveis».

«Estamos no cova e cavando. Dentro de pouco/bocado será tarde para parar», acrescentou, após {recordar} o urgente que é atuar porque «a crise climática não é um horizonte distante. Se nos está {echando} em cima».

Madrid tem de ser «mais ambiciosa contra as alterações climáticas» porque a crise climática é «evidente». «Necessitamos descer as emissões de dióxido de carbono para evitar a catástrofe», sustentou.

Estas foram só/sozinho algumas das rotundas frases com as que abriu o fogo da cimeira e que com certeza não duvidará em reiterar durante a cerimónia de abertura de hoje.

Também referiu-se ao único tema que será objeto de negociação concreta/concretiza durante a cimeira, a criação de um mercado de carbono que sirva para pôr um preço mundial a cada tonelada emitida de CO2. É a única regra de aplicação do Acordo de Paris que não pôde ser aprovada na cimeira do ano passado por falta de consenso. Se considera um instrumento muito importante para que os países reduzam emissões mas poderia ser contraproducente se se desenha de modo que o preço esteja de rastos. Antes que selar um mau acordo, a UE, impulsora da proposta, prefere deixá-la sobre/em relação a a mesa.

Guterres não quis ontem nem entrar a considerar a possibilidade de que a questão não fique fechada. «Não {concibo} que não tenha acordo. Estamos aqui para fazê-lo e não para encontrar desculpas», concluiu taxativo.

A TRANSIÇÃO JUSTA / Outra das questões que já se têm integrado no discurso das cimeiras e assim o recordou Guterres, é a necessidade de que as pessoas e territórios afetados pela transição a uma economia sem combustíveis fósseis. Não só/sozinho é questão de justiça mas de evitar que a luta pelo clima levante protestos como as dos coletes amarelos. É a transição justa que a ministra espanhola para Transição Ecológica, Teresa Ribera, levou por vez primeira no passado ano à Cimeira de {Katowice} (Polonia). Ribera tem adiantado que Espanha lançará propostas neste terreno durante a conferência. O Governo espanhol tem aprovado já uma estratégia para a Transição Justa e negoceia com Europa fundos comunitários de compensação às áreas afetadas pelo fecho das minas e as térmicas de carvão.

A ministra espanhola era já um ponto de referência nas cimeiras do clima às leva assistindo desde/a partir de o ano 2001 mas ao liderar com êxito o transferência da cimeira de Chile a Madrid em só/sozinho quatro semanas se tem multiplicado sua capacidade de influencia. Enquanto Guterres dava sua primeira conferência de imprensa, os operários instalavam os últimos painéis para que hoje esteja tudo pronto/inteligente/esperto.

O plano espanhol de Energia e Clima para o horizonte 2030 é o mais avançado de Europa e vão na linha dos objetivos marcados por Paris, segundo reconheceu a Comissão. Embora a presidência da cimeira e a ordenação das negociações lhe corresponde a Chile, o papel de Espanha não será o de mero fornecedor do lugar para levá-la a cabo.

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