Menú

El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

Mais de um milhão de firmas/assinaturas a favor da eutanásia

Os impulsores exigem aos partidos políticos que negoceiem para legalizar o suicídio assistido. Ativistas e familiares de doentes registam hoje a petição/pedido no Congresso dos Deputados

PATRICIA MARTÍN epextremadura@elperiodico.com MADRID
12/07/2019

 

Ativistas e familiares de pessoas que reclamam a eutanásia apresentarão hoje no Congresso mais de um milhão de firmas/assinaturas para que se {despenalice} e se regule em Espanha. Trata-se do maior número de rubricas apresentadas nas Cortes a favor das pessoas que desejam morrer e não podem fazê-lo pelos seus próprios meios, e os impulsores decidiram fazê-lo agora perante o temor de que a confrontação política {aboque} ao país a umas novas eleições e se atrase, de novo, a aprovação da lei que na legislatura passada ficou {varada} porque PP e {Cs} utilizaram sua maioria na Mesa do Congresso para alargar indefinidamente o prazo de emendas.

Após o último caso mediático –o de Ángel Hernández, quem ajudou a morrer a sua esposa, María José Carrasco, doente de esclerose múltipla, e o gravou num vídeo para dar um {aldabonazo} a favor da eutanásia–, Quadros/Marcos {Hourmann}, primeiro médico condenado em Espanha por praticar um suicídio assistido a uma paciente terminal de 82 anos, diante da petição/pedido da sua filha, iniciou uma recolha de assinaturas nas que solicitava à procuradoria que não apresentasse cargos contra Hernández. Reuniu 600.000, mas como o caso tem seguido/continuado uma rocambolesco caminho judicial no qual finalmente o acusado/arguido está a ser investigado por um tribunal/réu/julgado de violência de género, contra do critério do ministério público, {Hourmann} e Hernández decidiram que «já não tinha sentido ir à procuradoria» e que era mais lógico apresentar as assinaturas no Congresso, com o fim de pressionar aos políticos para que se «ponham as pilhas», segundo explica o médico a EL PERIÓDICO.

Essas 600.000 firmas/assinaturas se unem às {recabadas} por {Asun} {Gómez}, viúva de Luis de Marcos, quem faleceu por esclerose múltipla mas antes iniciou o processo para pedir o suicídio assistido (100.000), e pela família de Maribel Tellaetxe (373.000), falecida por alzhéimer e não como ela e seus parentes solicitavam. Ao todo, mais um milhão de rubricas, que serão registadas hoje no Congresso com o apoio de Direito a Morrer Dignamente ({DMD}) e a participação de {Hourmann}, Hernández e os familiares de Marcos e {Telleatxe}.

SEM POLÍTICOS CONVIDADOS / À conferência de imprensa não convidaram a nenhum jogo/partido, explica {Hourmann}, porque não quer que ninguém se «ponha a medalha», embora é provável que algum político se aproxime e mostre seu apoio. Os partidos mais proeutanásia são PSOE e Podemos, enquanto Ciudadanos pede primeiro a aprovação da lei de cuidados paliativos que esteve prestes a ver a luz na passada legislatura para depois dar o seu apoio à regulação do suicídio assistido. O PP só/sozinho apoia uma lei de cuidados paliativos e {Vox} está totalmente contra da eutanásia.

Neste contexto, a despenalização poderia ver a luz se Pedro Sánchez, presidente em funções, consegue ser investido. Mas diante da possibilidade de que tenha novas eleições e a maioria {proeutansia} {mengue}, os ativistas e {DMD} decidiram apresentar já as assinaturas para reclamar aos partidos que cheguem a um «entendimento». «Embora eles estejam em funções, nós não estamos de férias e cada dia se conhecem novos casos de pessoas que desejam morrer, como o de Antoni Monguilod, que sofre {párkinson} e tem suplicado que o deixem morrer dignamente. Já chega», resume {Hourmann}.

As notícias mais...