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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

Emboscada com ‘{molotov}’

Uns menores chamaram alertando de um falso {alijo} de tabaco à polícia Nacional, que ficou apanhada numa barricada na Linha H Os agentes têm equiparado este ataque com a ‘"kale borroka"’

JULIA CAMACHO
13/06/2018

 

Guerrilha urbana, "kale borroka"… Os agentes do Sindicato Unificado da Polícia ({SUP}) em Cádiz não poupam qualificativos para descrever a situação de tensão que se vive no Campo de {Gibraltar} entre os narcotraficantes e as forças de segurança. O último incidente se registou a madrugada de ontem, quando um grupo de menores estendeu uma emboscada a várias patrulhas num dos bairros mais conflituosos, e recebeu aos agentes com barricadas, pedras e cocktails {molotov}. Um menor de 15 anos, que foi detido na passada semana por altercações com a polícia e que já estava em liberdade, voltou a ser detido.

A investigação continua aberta para tratar de identificar ao grupo de pessoas que participaram no confronto, explicam desde o sindicato policial. Os factos/feitos aconteceram sobre/em relação a a uma da madrugada depois de/após que o 091 recebesse uma chamada para atender uma urgência na zona de São {Bernardo}, conhecida pelos agentes por diversos operacionais contra o tráfico de drogas e tabaco e onde na semana passada se deteve ao líder dum dos principais clãs de narcos do Estreito, Antonio Tejón ‘o Castanha’. Ao que parece, essa chamada alertava da presença de um {alijo} de tabaco e reclamava a presença policial na rua.

Até ao lugar foram uma patrulha policial e um carro camuflado, que encontraram a zona a escuras porque a luz do bairro tinha sido cortada e uma barricada, segundo o {SUP}. Ao ir a dar a volta, aos agentes lhes caiu em cima «uma chuva de pedras» de grandes dimensões, que quebraram as luas dos carros e causaram alguns arranhões leves aos agentes, embora nenhum de gravidade.

Várias equipas da Ou.P.R. se deslocaram até ao lugar e realizaram um desdobre de segurança para dispersar às pessoas que se encontravam lançando objetos aos polícias. Os agentes conseguiram deter a um dos participantes da emboscada, um rapaz de 15 anos com antecedentes que ofereceu grande resistência ao detenção, e encontraram até oito garrafas preparadas como cocktails {molotov}, multiplas pedras de grandes dimensões e uma {bengala}.

Jovens violentos

«Com este último episódio estamos numa situação parecida à que sofria o País Basco faz muito tempo com o terrorismo e a guerrilha urbana» denunciou Carmen Velayos, delegada provincial do {SUP}, lamentando que «tinham preparados os cocktails {molotov} com a intenção de lesionar e queimar aos agentes». O sindicato expressa além disso sua preocupação pela violência que demonstram os mais jovens, «talvez com a intenção de escalar e promover em seus grupos», e acredita que este incidente «é um passo mais nessa escalada de violência» com a que os narcos estão reagindo para proteger seu negócio «com unhas e dentes».

O {SUP} insiste em reclamar mais meios técnicos e humanos porque «estamos vendidos», e consideram que os reforços pontuais não servirão de nada. Assim, reclamam que se alargue e se cubra o catálogo de postos de trabalho na zona, e que se declare o Campo de {Gibraltar} zona de especial incidência para poder/conseguir incentivar aos agentes a ficar. «No último concurso, houve praças/vagas de inspetores que ficaram desertas, ninguém quer vir aqui», recrimina.

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