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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

Educação rejeita liminarmente colocar câmaras nas salas de aula

A ministra {Celaá} qualifica a {medidade} «Grande Irmão permanente». «Não solucionaria» o problema dos abusos cometidos por menores, afirma

OLGA PEREDA epextremadura@elperiodico.com MADRID
11/09/2019

 

O Governo mostrou sua rejeição à proposta da Procuradoria-Geral do Estado de instalar câmaras de vigilância em certos espaços escolares, como salas de aula e gabinetes, com o objetivo de combater os crescentes abusos sexuais cometidos no ambiente dos meninos e adolescentes. A ministra de Educação e Formação Profissional em funções, Isabel Celaá, atirou de diplomacia, numa entrevista Onda Zero, assegurando que todas as propostas «podem ser debatidas». Mas logo a seguir acrescentou que a sugestão da Procuradoria é «uma medida absolutamente forte», uma espécie de «Grande Irmão permanente» que, além disso, não valeria para grande coisa já que «não é precisamente nas salas de aula onde se produzem essas agressões».

Na mesma linha, o secretário de Estado de Educação em funções, Alejandro Tiana, comparou a sugestão dos fiscais com medidas como a instalação de detetores de metais na entrada dos institutos em EUA para acabar com as armas de fogo, algo que, na sua opinião, carece de um foque {educativamente} adequado.

O número dois do ministério também deixou claro que meter câmaras de forma indiscriminada nos centros escolares não soluciona o grave problema das violações cometidas por menores, que num ano aumentaram num 43%.

RELATÓRIO/INFORME DA OCDE / Tiana fez estas declarações durante a apresentação do relatório/informe anual educativo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que nesta ocasião centra-se nos níveis de estudo, o acesso ao mercado laboral e a brecha salarial.

Uma das principais conclusões do relatório/informe é que os estudantes que se regulam em Espanha em ensino secundário obrigatória (ESO) aumentaram de forma respeitada nos últimos anos até alcançar o 81%, um índice que segue/continua abaixo da média/meia dos 36 países membros da OCDE, mas que vai-se aproximando bastante (86%). Em 2005, os alunos que superavam a ESO em Espanha supunham um 56%. Este indicador, a denominada taxa de regulação, é um dos que determinam o fracasso escolar de um país, pelo que a melhoria foi recebido de modo muito positivo.

Obter um título de ESO é requisito necessário para aceder ao mercado laboral. Daí a importância do dado que atira o estudo. O 87% dos jovens e raparigas de entre 15 e 19 anos estão a estudar algum curso. A percentagem se situa entre a média da OCDE (84%) e dos 23 dos 28 países da União Europeia que fazem parte da OCDE (88%). A taxa de escolaridade nestas idades aumentou em 5 pontos percentuais no período 2010-2017, enquanto as percentagens internacionais se mantiveram estáveis. Este dado é especialmente significativo também, depois de/após anos de altas percentagens que abandonavam seus estudos depois da ESO, o que incrementou a existência dos conhecidos como nem-nem, jovens que nem estudam nem trabalham.

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