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Dias de persianas descidas

Em {Codogno} nem se entra nem se sai e os vizinhos/moradores vivem numa sorte de medo contagiado H As autoridades {chequean} o ambiente do infetado número 1

 

Soledad 8 Dos mulheres passeiam pelas ruas de {Codogno}, ontem. - LUCA BRUNO / {AFP}

R. D.
23/02/2020

Na Peste de {Albert} {Camus}, o primeiro sintoma é a espantada das ratazanas. Em {Codogno}, com 14.000 habitantes e lugar do primeiro foco de contágio o sinal a dão as persianas descidas, símbolo duma disciplina imposta, mas talvez, e sobretudo, do contágio do medo.

Para além das persianas, estão fechadas as escolas, a estação de comboios, bares, restaurantes, salas de dança, centros comerciais, campo de futebol, discotecas e o carnaval. Os carros/automóveis passam pela estrada confinante mas não se param. «Não se entra nem se sai», afirmam as autoridades em suas ordenanças concertadas com o governo de Roma. Um terramoto social e político, como foram talvez as pestes de antanho embora sem redes sociais nem televisões nem avanços científicos.

«¡{Rapaces}!» é o epíteto mais suave que alguns vizinhos/moradores têm dirigido aos últimos informadores que na sexta-feira puderam entrar nas ruas de {Codogno}, povo/vila do triângulo formado com {Casalpurterlengo} e {Castiglione} d’{Adda}. No primeiro vivia o primeiro dos contagiados e a sua esposa, no segundo, os pais do afetado e no terceiro encontra-se seu lugar de estreitamente na indústria {Unilever}. «É o único foco da região {Lombardía}», explica {Attilio} {Fontana}, o presidente autonómico. O outro é o {Veneto}.

Este domingo em {Codogno} não celebrar-se-ão missas porque supõem uma aglomeração perigosa de pessoas, pelo menos até que não se tenham localizado todos os contactos mantidos por este empregado de {Unilever} durante os 19 dias nos que estava infetado sem sabê-lo. O bispo, no caso de que sim tenha eucaristia, tem ordenado que as {hostias} da comunhão não se introduzam na boca dos fiéis, mas na mão. Nesta situação, qualquer gesto pode parecer exagerado ou inútil.

Algum vizinho/morador passeava até ao sexta-feira com a máscara na cara e só/sozinho se a retirava nalgum canto para fumar um cigarro. «Se este é o clima que {estáis} criando, as fábricas não voltarão a abrir», tem espetado um ancião que se declara assustado mas só/sozinho até um certo ponto. O 30% das exportações de Itália a China saem desta região. Se isto se prolonga, o impacto económico será tremendo. Não partem manufaturas até China, mas também não chegam dali as peças de recarga.

Na farmácia do povo/vila se têm terminado as máscaras e líquidos para a higiene das mãos e até à semana que vem não chegassem mais. Se chegam, porque a reclusão, embora seja voluntária e só/sozinho aconselhada, de 50.000 pessoas em suas casas, está criando problemas de abastecimento. Vários pequenos empresários têm lamentado mesmo que os clientes não queiram sequer receber/acolher os pedidos já realizados com anterioridade.

Os perto de 150 empregados de {Unilever} estão sendo submetidos ao teste analítico, bem como os médicos do hospital local que visitaram ao primeiro paciente. Em {Veneto} são 450 as pessoas que se vêem forçadas a um concentração obrigada até que não sejam declaradas livres do {coronavirus}. É como uma cadeia invisível que se pode prolongar quase até ao infinito e que resulta difícil de encerrar num perímetro.