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O {coronavirus} entra em Milão e Itália prepara mais medidas

60.000 pessoas continuam confinadas em suas casas e o número de afetados ascende a 51. A grande cidade do norte registou dois contágios e os falecidos em todo o país se elevam a dois

 

Uma ambulância transfere a afetados ao hospital de {Padua}, no norte de Itália. - EFE / {NICOLA} {FOSELLA}

ROSSEND DOMÈNECH
23/02/2020

O {coronavirus} tem entrado em Milão, a primeira grande capital italiana. Esta situação pode complicar o já {mastodóntico} aparelho de prevenção posto em marcha em Itália nas últimas 48 horas, ao tratar-se da primeira grande cidade afetada. O balanço até ontem era de dois falecidos, 51 pessoas infetadas e 60.000 {ciudanos} confinados. O Governo italiano prepara novas medidas para lutar contra o surto.

Os infetados no país pelo {covid}-19 eram de 46 na região de {Lombardía} (Milão) e 12 no {Veneto} (Veneza), dois dos quais mortos, embora ambos apresentavam um quadro clínico complexo por outras doenças. A novidade de ontem foi que se produziram três novos casos, um na região de {Piamonte} (Turim) e dois em Milão. «Não será fácil, mas faremos tudo o que seja necessário», assegurou {Giuseppe} Sala, o presidente da Câmara Municipal milanês, diante da eventualidade de ter que decretar {confinamientos} em parte da cidade.

A região de {Friuli}-Veneza Julia ({Udine}), no nordeste do país, foi a primeira que declarou o estado de emergência em Itália, que durará até ao mês de Julho. A junta regional justificou a medida, aduzindo sua proximidade à região {Veneto}, que conta com 12 positivos.

À ESPERA DO EXECUTIVO / O Governo italiano e Proteção Civil permaneceram reunidos ontem todo o dia, em contacto por videoconferência com os presidentes autonómicos do país. O primeiro-ministro, {Giuseppe} {Conte}, tinha anunciado que tratava-se de aprovar «medidas extraordinárias», mas uma conferência de imprensa prevista para informar sobre/em relação a as mesmas se adiou de hora em hora e à noite não se tinha ainda celebrado.

A boa notícia foi que o centro sanitário {Spallanzani}, especializado em doenças infeciosas de Roma, deram o alta a um jovem investigador, que tinha dado positivo, e que foi repatriado da cidade de {Wuhan} juntamente com outros 55 {connacionales}. «Seu caso nos permitiu aperfeiçoar o tipo de análise a realizar para descobrir o vírus», informou o hospital. Também melhorou a situação da casal/par de turistas chineses, que foram os primeiros infetados em Itália. O marido está «{practicamente} curado», enquanto sua esposa saiu da {UVI} e «está respirando {autónomamente}».

Por enquanto, as pessoas convidadas a permanecer em suas casas em {Lombardía} são mais de 60.000 em 11 povos/povoações afetados. No {Veneto} não há localidades inteiras isoladas, embora o hospital de {Schiavonia} teve que suspender praticamente sua atividade pública, já que a 450 pessoas que se encontram em seu interior—pessoal médico e hospitalizados— se lhes tem que fazer análise para verificar se se têm contagiado. Os responsáveis do hospital {Sacco} de Milão, centro de referência dos infetados do norte, comunicou que as provas se fazem de forma contínua {dia} e noite. Até ontem à tarde, se efetuaram análise a 2.500 pessoas, «um 13% das quais {dió} positivo».

RESTRIÇÕES EM CARNAVAL / Para além de impor o fecho de quase todas as atividades públicas nas zonas afetadas, incluídos os carnavais previstos para estes dias, também se têm suprimido as atividades desportivas, incluídos os partidos de futebol previstos para o fim-de-semana. O tinha solicitou {Giovanni} {Malagò}, {pesidente} do Comité Olímpico Nacional ({CONI}). «Se há competições de qualquer nível em zonas onde há estes casos, ali não poderá ter desporto, é muito simples», explicou.

Luca Zaia, presidente do {Veneto}, depois de/após ter-se consultado com os reitores das universidades, ordenou o fecho das mesmas até novo aviso. As escolas e jardins de infância das duas regiões já tinham sido fechadas antes.

Peritos italianos de doenças infeciosas manifestaram ontem sua preocupação pelo facto de que «existem contagiados que não têm tido nenhuma relação direta ou indireta com China ou cidadãos daquele país. Sua preocupação coincide com a de {Tedros} {Adhanom}, diretor-geral da OMS, que insistiu que o tempo para travar a propagação da doença «se está acabando». Recordou que o 80% dos pacientes do {coronavirus} se recuperam, mas o resto podem ter sequelas.