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O {coronavirus} danificará a economia chinesa 10 vezes mais que o {SARS}

O governo chinês acusa às autoridades de EUA de semear o pânico com a doença. O consumo interno, o sector mais afetado, é atualmente a principal locomotora do país

 

ADRIÁN FONCILLAS
04/02/2020

Se sabia a tragédia antes da reabertura das sacos chineses após as férias, mas faltava medir-la. A jornada de ontem terminou com o desabamento do 7,7% da de {Shanghái} (o maior/velho num lustro) e do 8,4% da de {Shenzhen} e a certeza de que a injeção de 1,2 {billones} de iuanes (154.000 milhões de euros) prometida pelo Banco Central do país não transcende duma tirita.

Também se sabe que a fatura do {coronavirus} será mais {onerosa} que a do {SARS} (Síndrome Respiratório Agudo Severo) e falta saber em que proporção. Aquela, com um quadro de pânico e paralisia similar, recortou o crescimento do segundo trimestre de 2003 do 11,1% ao 9,1%, mas seus efeitos foram efémeros (o trimestre seguinte recuperava os dois dígitos) e limitados à China continental e {Hong} {Kong}. Nos tempos do {SARS}, China supunha o 4% do PIB mundial e agora alcança o 17%.

PSICOSE / O panorama não é nada promissor. China ainda se recupera hoy da guerra comercial com EUA, lida com uma dívida {elefantiásica}, tem cruciais remodelações estruturais pendentes e teme que a desaceleração desemboque em despedimentos massivos. Por isso, entre outras coisas, o Governo chinês estourou ontem e acusou precisamente a EUA de estar estendendo o medo ao {coronavirus} em lugar de oferecer ajuda a China. Um porta-voz ministerial denunciou que EUA foi o primeiro país em evacuar a seu pessoal diplomático e o primeiro em impor o veto a viajantes chineses. Além disso, acrescentou, não tem proporcionado «nenhuma ajuda substancial» a Pequim contra o {coronavirus}.

O medo tem {grapado} aos chineses a suas casas. Poucos restaurantes e lojas estão abertos, o lazer se reduz à televisão e se tem dissipado o turismo. Suas consequências são mais gravosas que duas décadas atrás, quando o patrão económico descansava na «fábrica global» que regava o mundo de exportações baratas. O consumo interno, o sector mais afetado, é a locomotora atual. Os serviços concentram o 52% da economia nacional e o turismo passou de 2% a 5%. E, se a pandemia se {cronifica}, a despesa pública em saúde absorverá os recursos para construir novas infraestruturas.

O impacto do {coronavirus} multiplicará pelo menos por 10 o do {SARS}, calcula Scott Kennedy, {sinólogo} do Centro de Estudos Internacionais Estratégicos. «Esperamos um grande golpe na economia chinesa na primeira parte do ano, que {reverberará} em todo o mundo e especialmente nas regiões mais dependentes de China. Como resposta, Pequim aprovará estímulos que poderiam possibilitar a recuperação na segunda metade», continua.

sem trégua / A queda/redução por quarto dia consecutivo dos contágios fuera da província de {Hubei}, epicentro da epidemia, afastam o temor de uma pandemia descontrolada em China. Mas em {Hubei}, submetida a quarentena, o vírus não dá trégua e perpetua o bloqueio duma das regiões mais {lozanas} do país. Seu capital, {Wuhan}, é a intersecção do eixo horizonte entre {Chengdú} e {Shanghái} e do vertical que formam Pequim e {Hong} {Kong}: por aí passavam todas as mercadorias da China central. O seu crescimento económico o ano passado alcançou o 7,8%, aí estão presentes 300 das 500 companhias maiores/ancianidade do mundo.

A economia chinesa durante o {SARS} superava à italiana e hoy iguala à da União Europeia: em apenas 16 anos tem trepado do sexto posto (1,6 {billones} de dólares) ao segundo (13,6). É a maior/velho exportadora até EUA e Japão e a que mais importa desde/a partir de a UE. E recebia e enviava turistas em quantidades/quantias industriais antes de que muitos governos desaconselhassem viajar e {cerraran} fronteiras.

«O impacto do {coronavirus} será maior/velho porque a economia chinesa tem laços muito mais estreitos com a global», assinala {Stanley} {Rosen}, professor de Ciência Política no Instituto/liceu Estados Unidos-China da Universidade de {South} Carolina. «Muitos países confiam na despesa dos turistas chineses e agora lhes estão proibindo a bilhete».