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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

A conciliação e a economia lastram e atrasam a maternidade em Espanha

Os peritos avisam de que as mulheres querem ser mães, mas não podem. Os dados mostram que não nasciam tão poucos bebés no país desde 1941

MARÍA G. SAN NARCISO
22/04/2019

 

Há mais mulheres tendo filhos aos 40 que aos 25 em Espanha, um país onde elas atrasam a maternidade um lustro mais do que gostariam de. Porque, tal como assinalam os peritos, não se trata de que não se queira, mas de que não se pode. No primeiro semestre de 2018 se registou o menor número de bebés nascidos (178.794) desde 1941. A baixa natalidade preocupa à política. Aos {demógrafos}, no entanto, lhes inquieta mais a {fecundidad}, como explica {Albert} {Esteve}, responsável do relatório/informe A {infecundidad} em Espanha: ¡{tic}-{tac}, {tic}-{tac}, {tic}-{tac}!.

Além disso, a última sondagem de fertilidade do Instituto/liceu Nacional de Estatística (INE) revela que este nível --em mulheres e homens-- está abaixo do desejado. «Os dados mostram que elas são mães um média de cinco anos mais tarde de sua idade idealizadora (de 27 a 32 anos). Também vemos que um pouco/bocado mais da metade de aqueles que não vão ser mães tivessem querido sê-lo. Isto é, vivemos numa sociedade onde se quer, mas não se pode», assinala.

PROBLEMAS DE {FECUNDIDAD} // Para o especialista, erram aqueles que consideram que o atraso é fruto de mudanças de tipo cultural ou de valores. Sim assinala mudanças de atitude antes dos 27 anos, quando muito poucas se apresentam ser mães. No primeiro semestre de 2018, 2.051 mulheres de 25 anos tiveram um filho face às mais de 3.000 com 40. O problema está na trintena. Entre os 30 e 34 anos, só/sozinho um 9,4% dizem não querer sê-lo. «Há um 25% de pessoas que não são mães e pais porque não têm casal/par. Mais de um 40% alude a aspetos de tipo material: a dificuldades económicas ou para conciliar trabalho e família», sustenta o {demógrafo}.

E a partir dos 38-40 aparece um terceiro grupo com estabilidade económica, mas também com problemas de {fecundidad}. Com elas trabalha a médica Marisa López Teijón, quem assegura que aos 35 anos a reserva {ovárica} está em torno do 10%. A qualidade é pior. O sistema de separação de cromossomas não é igual que aos 25, o que leva a mais dificuldade para formar o embrião e a um aumento de abortos. «O 15% das casais e o 18% das mulheres necessitam ajuda, mas só/sozinho o 22% das pacientes esterilizantes chegam a consultar com um médico. Isto é muito triste. Há um problema de informação», aponta.

Nessa linha, {Esteve} considera que há poucas ajudas para as pessoas de 30 a 34 anos, idades que deveriam estar «blindadas». Coincide a professora da Universidade Carlos III Silvia Clavería, quem pensa que se deve ajudar aos jovens a emancipar-se com medidas como o aumento do dinheiro para habitações de proteção oficial, creches gratuitas, autorizações para mães e pais e prestações por filho a cargo.

«O estado de bem-estar foi cego ao género. Se devem estabelecer políticas onde o Estado assuma o trabalho reprodutivo das mulheres», explica. Só/sozinho assim, assinalam os peritos, as mulheres em Espanha poderão ser mães.

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