Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 17 de novembro de 2019

Cientista de referência

Margarita Salas falece aos 80 anos H O mundo da investigação recorda à bioquímica «como uma das profissionais mais influentes do século XX» H Era membro a Academia Europeia de Yuste

REDACCIÓN
08/11/2019

 

A bioquímica Margarita Salas, um dos grandes referenciais da ciência espanhola, faleceu ontem em Madrid aos 80 anos. Médica em Ciências Químicas e discípula do nobel Severo {Ochoa}, a investigadora asturiana destacou por ser uma das profissionais que introduziram a investigação em genética molecular em Espanha em 1967. Na esfera social, também {despuntó} como um referente nas reivindicações do coletivo científico/cientista ao reclamar mais fundos para a investigação básica e um maior protagonismo das mulheres no mundo da ciência. Esteve casada com o extremenho {Eladio} {Viñuela}.

El Centro Superior de Investigações Cientistas (CSIC), instituição na qual desenvolveu alguns dos maiores/ancianidade marcos de sua corrida/curso, confirmou a notícia recordando a Salas como «uma das maiores/ancianidade cientistas espanholas do século XX».

Ao longo/comprido de sua trajetória, Salas ocupou o cargo de professora {honoraria} do Centro de Biologia Molecular Severo {Ochoa}, foi a primeira direção do Instituto/liceu de Espanha, a primeira espanhola em ingressar na Academia das Ciências de Estados Unidos e a primeira cientista em entrar na Real Academia Espanhola da Língua.

Salas, nascida em {Canero} (Asturias) em 1938, trabalhou durante três anos com {Ochoa} na Universidade de Nueva York e, após seu regresso a Espanha, fundou no CSIC o primeiro grupo de investigação em genética molecular do país. Nele conseguiu um dos descobrimentos mais importantes de sua trajetória, graças ao qual se podem analisar amostras de ADN de maneira simples, rápida e fiável. Atualmente, este achado se utiliza em áreas como a medicina forense, a oncologia e a arqueologia, entre outras. Esta técnica permite, por exemplo, estudar povoações de células que poderiam dar lugar a tumores.

El descobrimento desenvolvido por Salas também destaca como uma das patentes mais rentáveis do CSIC. Entre o 2003 e o 2009, a aplicação deste achado deu mais de seis milhões de euros à instituição, mais da metade de seus rendimentos nesse período. Ao longo/comprido de sua trajetória, a célebre bioquímica somou mais de 350 publicações em revistas cientistas, 400 conferências e oito patentes.

Esta prolífica trajetória lhe valeu à investigadora o Prémio Inventor Europeu 2019, entregue em Junho deste ano. «Peço ao Governo que cria/acredite que a ciência é importante para o desenvolvimento do país», comentou Salas após receber/acolher aquele galardão a sua corrida/curso.

Vínculo com Extremadura

El Patronato, a Academia e a equipa da Fundação Academia Europeu e Ibero-americano de Yuste se somaram ontem às amostras de dor e pêsame pelo falecimento de Salas, membro da Academia Europeia e Ibero-americano de Yuste desde 2004, quando tomou posse do cadeirão Isabel a Católica durante a cerimónia de entrega do Prémio Europeu Carlos V por parte do rei Juan Carlos I a Jorge Branco de Sampaio.

A cientista também colaborou em dois publicações da Fundação Yuste, no número 4 da revesta Folhas de Yuste, publicada em 2006 e dedicada a As Línguas de Europa com um artigo intitulado: Mulher e ciência: passado, presente e futuro: www.{pliegosdeyuste}.{eu}/{n4pliegos}/{margaritasalas}.pdf. E em 2007 publicou ‘A difusão de vírus pelo mundo, uma ameaça para {Europ}’ no livro El futuro de Europa: A Europa social e dos cidadãos.

As notícias mais...