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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

A ciência se une contra o desastre climático

O manifesto inclui 40 anos de dados sobre/em relação a a deterioração natural do Planeta. 11.000 científicos/cientistas assinam um texto com 6 chaves para mitigar a crise

VALENTINA RAFFIO
06/11/2019

 

Em 1979, a comunidade cientista reuniu-se em Genebra na qual foi a primeira Conferência Mundial sobre/em relação a o Clima para alertar sobre/em relação a as alterações climáticas. Quarenta anos mais tarde, mais de 11.000 científicos/cientistas de todo o mundo subscreveram um manifesto no qual declaram a emergência ambiental e apresentam seis medidas urgentes para lhe fazer frente. A declaração, publicada ontem na revesta {Bioscience}, vai acompanhada de uma análise científico/cientista que compila dados de mais de 40 anos com os que se pode corroborar a deterioração de todos os «signos vitalistas/vitais» do planeta.

«Passámos os últimos 40 anos em negociações globais sobre/em relação a este problema e, apesar disso, se tem seguido/continuado atuando como é costume, não se fez nada para abordar esta crise», {clama} William Ripple, {ecólogo} da Universidade Estatal de {Oregón} e um dos impulsores do manifesto. «A temperatura global está aumentando, os oceanos se estão aquecendo e o nível do mar sobe, se incrementam os fenómenos meteorológicos extremos… As alterações climáticas chegou e se está acelerando mais rapidamente do que muitos esperavam», acrescenta. «Os científicos/cientistas têm a obrigação moral de advertir à humanidade de qualquer grande ameaça. E, pelo que indicam os dados, está claro que estamos perante uma emergência ambiental», argumenta Thomas Newsome, investigador da Universidade de {Sídney} e também signatário do texto. Perante isto, o documento defende que «mitigar e adaptar-se às alterações climáticas significa transformar a maneira em que {gobernamos}, comemos, {obtenemos} recursos e energia». O manifesto, para além de constatar a gravidade do problema, apresenta seis medidas urgentes para abordar o desastre.

1. TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Os peritos propõem substituir os combustíveis fósseis por energias renováveis limpas; travar a extração de recursos das reservas de carvão, petróleo e gás natural; eliminar os subsídios às companhias de combustíveis fósseis, e impor tarifas altas para restringir o uso de fontes de energia não renováveis.

2. GASES POLUIDORES

Os científicos/cientistas instam a reduzir de maneira imediata as emissões de gases como o dióxido de carbono, o metano e os {hidrofluorocarbonos}, os principais compostos responsáveis do efeito de estufa. Esta medida poderia reduzir à metade as estimações de aquecimento global para as próximas décadas.

3. RECURSOS NATURAIS

Também, reclamam um maior acordo/compromisso com os recursos naturais. Destaca a restauração e proteção de florestas, pradarias e {humedales}. A conservação destes espaços contribuiria à retenção de dióxido de carbono atmosférico, um composto chave no efeito de estufa.

4. MUDANÇAS NA DIETA

A comunidade cientista se posiciona além disso sobre/em relação a a necessidade de mudar os hábitos alimentares para fazer frente à crise climática. Faz uns meses, o Grupo Intergovernamental sobre/em relação a Alterações Climáticas ({IPCC}) da ONU já propôs reduzir o consumo de carne para mitigar a pegada/marca ecológica. Agora, os peritos voltam a reclamar uma dieta baseada principalmente em vegetais e com um menor consumo de produtos animais. Esta mudança poderia reduzir significativamente as emissões de metano e outros gases de efeito de estufa. Os científicos/cientistas pedem travar o desperdício de alimentos.

5. REFORMA ECONÓMICA

O manifesto sugere mudanças na esfera económica. Destaca reformar a economia baseada nos combustíveis de carbono e reduzir a extração de materiais e a exploração dos ecossistemas para manter a sustentabilidade da biosfera de longo prazo, bem como afastar os objetivos de crescimento do produto interno bruto (PIB).

6. CONTROLO DE POPULAÇÃO

O último pacote de medidas proposto insta a fazer frente ao problema da superpopulação. Os peritos advogam por estabilizar a população humana mundial, que segundo as estatísticas aumenta em mais de 200.000 pessoas por dia, utilizando focagens que garantam a justiça social e económica.

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