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Caos no lixeira de {Zaldívar}

A morte de dois empregados pega uma crise política e ambiental em Euskadi. Levam dez dias desaparecidos numa entulheira em chamas que emite {dioxinas}

 

Agustín, em seu {caserío}, o mais próximo ao desprendimento.&{lt};{br}/&{gt}; - {VINCENT} {WEST}

Um vizinho/morador de {Ermua} mira até o lixeira de {Zaldívar} que caiu no passado 6 de Fevereiro.&{lt};{br}/&{gt}; - {VINCENT} {WEST}

GUILLEM SÀNCHEZ epextremadura@elperidico.com ZALDÍVAR
16/02/2020

Alberto lhe pediu a {Henrike} intercambiar seus postos de trabalho no lixeira de {Zaldíbar} ({Guipúzkoa}) durante um bocado. Alberto ficou com Joaquín, outro empregado, na zona de pesagem de camiões, onde se discriminam os resíduos, e {Henrike} subiu à parte superior da entulheira de Verter {Recycling} 2002 SL. Isso aconteceu meia hora antes de que o lixeira {colapsara}. As paredes de um monte esvaziado pelo homem e preenchido de seu lixo, convertido num contentor gigantesco em forma de copo, se {agrietaron}. Dois {aludes} de resíduos desceram por encostas opostas. Um até {Ermua} e o outro até {Zaldíbar}. O primeiro arrastou a cabina de pesagem e apanhou a Alberto e a Joaquín. Eram as 16.05 horas de 6 de Fevereiro. Dez dias depois os dois seguem/continuam desaparecidos. O impacto ambiental é um enigma e a atividade da empresa acabará nos tribunais. O juízo político nunca espera tanto/golo: já tem começado.

O primeiro agente da policia municipal de {Ermua} que foi ao desprendimento descobriu atónito que toneladas de desperdícios {regurgitados} pela montanha cortavam a {AP-8}. Carros/automóveis entupidos e fumo {emanando} dos escombros. «Pensamos que isso significaria que teria carros/automóveis debaixo e {comenzamos} a procurá-los». Minutos depois, chegaram os bombeiros e a {Ertzaintza}. Se descartou cedo que tivesse carros/automóveis mas trabalhadores de Verter {Recycling}, como {Henrike}, avisaram angustiados de que Alberto e Joaquín deviam de estar ali.

A ALARMA DO {AMIANTO} / À uma da madrugada, quando as equipas de resgate levavam oito horas tratando de encontrar aos dois empregados, saiu à luz que entre os resíduos tinha também {amianto}, um produto cancerígeno. Se parou a busca. ¿Porque é que tardaram tanto/golo em avisar de que tinha {amianto}?

Ao gabinete do presidente da Câmara Municipal de {Ermua} (PSE), Juan Carlos {Abascal}, se chega após passar junto a um busto imponente de Miguel Ángel Blanco, o vereador do PP que ETA assassinou em 1997. «O lixeira pertence a {Zaldívar}», matiza/precisa {Abascal}, mas a zona habitada mais próxima ao desprendimento é de {Ermua}, o bairro de São Lorenzo. «Que nós soubessemos, era um lixeira de resíduos não perigosos. E nunca nos informaram caso contrário», explica. No entanto, a Câmara Municipal de {Zaldívar} tinha que saber que tinha {amianto}. O lixeira foi autorizado pela conselheria de Ambiente em 2007. Mas o 4 de setembro de 2013 teve uma resolução que permitiu a Verter {Recycling} armazenar restos com {amianto}.

Na entulheira tinha 15.000 toneladas de resíduos com {amianto}. Isto, se apressa a sublinhar a câmara municipal de {Zaldívar} (PNV), não significa que armazene tal cifra de {amianto}, mas de escombros que o contêm. Ao presidente da Câmara Municipal do município ao que pertence o lixeira, José Luís Maiztegui, não gosta de a imprensa, e limita o encontro com este diário/jornal a uma frase: «Estamos em estado de emergência e aqueles que devem informar são os técnicos».

O INCÊNDIO / Um dia después do {alud}, com as equipas de emergência já protegidos, se retomaram as tarefas de resgate. Pouco depois, outro obstáculo: os escombros entraram em combustão. Faz meio ano, uma inspeção {detecto} que dois chaminés instaladas para desabafar o metano que gera a matéria em descomposição estavam {obturadas}. Se investiga se isso pôde provocar uma explosão interna. Do que há menos dúvidas é de que o colapso tapou todas as chaminés e por isso o lixo arde.

O {lendakari}, {Iñigo} Urkullu (PNV), tardou dois dias em pisar o lugar da tragédia e dois dias mais tarde convocou eleições para Abril, convidando à oposição/concurso público a molhar pão no desastre de {Zaldíbar}. Os vizinhos/moradores não o entendem. Também não que {desembozar} a auto-estrada ou construir um muro de contenção tenham sido trabalhos exemplares e, encontrar a Joaquín e Alberto aparentemente não revesta tal urgência.

O impacto ambiental ainda se desconhece. Mas a desconfiança aumenta. O Governo de Urkullu anunciou em conferência de imprensa esta sexta-feira que têm detetado níveis altos de {dioxinas} -provocados pelo incêndio- e aconselha aos habitantes de {Ermua}, {Zaldíbar} e {Eibar} que fechem janelas e evitem o desporto ao ar livre. Tanto/golo é por isso ontem se suspendeu o {Eibar}-Real Sociedade pela proximidade do lixeira.

{Henrike}, colega de estreitamente de Alberto e vizinho/morador de {Markina}, segue/continua sem poder/conseguir esquecer que sem aquele mudança de posto Alberto seguiria/continuaria vivo, em casa junto a sua mulher e sua filha. A sobrinha de Alberto, {Helene}, por meio de um áudio que manda ao telefone, agradece o apoio dos vizinhos/moradores e diz que as famílias seguem/continuam sem compreender às instituições: «Estamos muito magoados. E zangados». Agustín, proprietário do {caserío} mais próximo à entulheira, diz que não para de ver entrar e sair camiões.