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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 14 de dezembro de 2017

«As chamas golpeavam muito forte a carrinha e {choqué}»

Os sobreviventes relatam o terror vivido e como conseguiram escapar

REDACCIÓN
19/06/2017

 

«As chamas golpeavam muito forte a carrinha e {choqué} contra um pinheiro». Hugo Santos, de 33 anos, falava desde o Hospital de {Avelar}, no município de {Ansiao}, onde o seu pai, de 57 anos e com pouca mobilidade estava ingressado. Não têm onde viver. «A casa ardeu toda, ficou tudo queimado. Me tenho ficado sem nada», relatava este vizinho/morador de {Figueira}. As margens da estrada ficaram calcinados. Hugo conseguiu salvar a o seu pai, a sua mulher e a sua filha de 11 anos. «Temia pela vida de todos, pensei que nos {quedábamos} ali», repetia ao recordar como as chamas «golpearam» insistentemente o veículo. Temeu perder o controlo da carrinha «várias vezes». Lhe custava encontrar as palavras para explicar como se salvou e como aconteceu tudo. «Nunca, nunca, tenho visto uma coisa igual», assegurava, referindo-se ao modo no qual incêndio se desencadeou e a intensidade com que se propagou.

No banco da paragem/desempregada/parada de autocarro de {Nodeirinho}, em {Pedróg}ãou Grande, descansava Eugenio. «A noite terrível» passou, mas perdurará durante anos em sua memória e nos habitantes do município. «Nunca tenho visto nada assim, o fogo voava», afirmava ao Diário/jornal de Notícias. Enquanto, consolava a seu amigo Manuel. Ambos passaram a noite em vela. Não combateram o fogo, estiveram fugindo dele. Na aldeia fica a memória dos mortos: «A sogra de {Aníbal} e a mulher», «a filha de Ricardo», recitava. Pessoas da terra.

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