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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de septembro de 2019

Ana Julia Quezada argumenta que só/sozinho queria que Gabriel «se calasse»

A acusada adota o papel de vítima para pagar a dissertação de que foi uma morte «acidental». Alega que o menino se lhe remexeu por acaso com um machado na mão e começou a proferir insultos

JULIA CAMACHO
11/09/2019

 

Las primeiras sessões do juízo pela morte de Gabriel Cruz deixaram em evidencia as duas caras da acusada e autora material do crime, Ana Julia Quezada. Enquanto amigos da casal/par que formou com Ángel Cruz e sua própria filha a desenharam como uma pessoa fria, {desapegada} e mentirosa, ela se apresentou na sua declaração como uma mulher vítima dos nervos e do bloqueio que sofreu após acabar com a vida do menino, do qual só/sozinho queria que «se calasse».

A declaração de Quezada perante o juiz se ajustou como um luva à linha traçada o dia antes por seu advogado: uma pessoa com uma complexa história pessoal a suas costas; com uma filha de quatro anos falecida em estranhas circunstâncias, vítima de tentativas de sua própria família de metê-la na prostituição e que cometeu um enorme e grave erro que se lhe foi das mãos. Explicou que nunca teve problemas com Gabriel, ao que atendia quando o pai estava trabalhando, mas no entanto o 27 de Fevereiro de 2018 ele se remexeu de forma inesperada e começou a insultar-lhe na quinta familiar de {Rodalquilar}. O menino, explicou, a chamou «negra feia» e lhe disse que voltasse a seu país porque queria que seus progenitores {retomaran} a relação.

No meio dessa briga com o menino, que {blandía} um machado, Ana Julia só/sozinho quis que Gabriel «se calasse». Seu relato esteve {plagado} de lágrimas, soluços, mãos tapando seu rosto e inclusivamente petições/pedidos contínuas de perdão à família do menino e à sua própria, que a acusada realizou olhando a câmara que recolhe/expressa o sinal do juízo para os meios de comunicação. Sem saber de que maneira exata, «porque foi um momento muito rápido e estava muito nervosa», lhe pôs a mão na face tapando-lhe a boca e a nariz. «Quando lhe {quité} a mão, já não respirava, e me {bloqueé}», justificou, sublinhando que não foi a sua intenção matarle e que tudo foi «um acidente». «Não pensei em nada, só/sozinho que lhe tinha retirado a vida a um menino e que não podia {contárselo} a o seu pai».

Depois, como não foi capaz de pedir ajuda nem chamar aos serviços sanitários, e após fumar-se um par de cigarros, decidiu cavar um buraco e ocultar ao pequeno. Recorreu mesmo a um machado para recortar as extremidades que sobressaíam. «Não pude nem olhar, não sei onde foi», assegurou. Las lágrimas {manaban} de seu rosto com cada detalhe delicado do crime, como quando reconheceu o machado e a toalha com a que envolveu o cadáver para transferi-lo. A partir desse momento, o relato de Quezada consistiu em iniciar/dar início uma corrida/curso para diante incapaz de contar o sucedido, «até em cima de {diazepam}» para «fazer calar» seu consciencializa.

«NÃO PODIA AGUENTAR MAIS» / Na sua declaração, Quezada {seguró} que seu desejo foi que a descobrissem «porque não podia aguentar mais esse secreto». A este desejo atribuiu a pista falsa da t-shirt que disse ter encontrado junto à casa de seu ex-companheira. Ou as contínuas visitas à quinta de {Rodalquilar}, onde dizia «encontrar paz» ao passo que reclamava a seus acompanhantes ajuda para tapar a vala onde estava o pequeno.

Quezada repetiu várias vezes suas petições/pedidos de perdão e esse desejo de que a polícia a acabasse {pillando}. Até que o dia 12, sem saber bem os motivos, se transferiu de novo à quinta, desenterrou o corpo e decidiu transferi-lo. Disse não {recordar} ter murmurado impropérios sobre/em relação a o pequeno, embora soluçou ao ouvi-los, e surpreendeu ao revelar pela primeira vez que sua verdadeira intenção não era ocultar o cadáver noutro lugar, mas transferi-lo ao garagem de seu casa em {Vícar} para deixá-lo ali e suicidar-se. Ia a contar seu paradeiro nas cartas que pensava escrever a seu casal/par e sua filha para pedir perdão.

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