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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

Alerta pelas clínicas capilares de baixo custo

Em muitos sítios, como na Turquia, os {injertos} não os realizam médicos. Os dermatologistas avisam dos perigos estéticos e para a saúde que implicam

PATRICIA MARTÍN
22/04/2019

 

Por muito que alguns homens façam gala de suas cabeças carecas ou {rapadas} ao máximo, ficar sem cabelo preocupa, e muito. Segundo uma sondagem da Organização de Consumidores ({OCU}), só/sozinho o 37% dos inquiridos manifesta que não lhes importou começar a perder cabelo e a metade dos homens confessa ter seguido/continuado algum tipo de remédio contra a {alopecia}. Entre eles, o transplante de cabelo, que oferece resultados permanentes e por isso está tão na moda. Se os fazem famosos, políticos e pessoas a pé. Sobretudo na Turquia, país cujo Governo financia os {injertos} de cabelo e por isso saem mais baratos que em Espanha. Mas também aqui e noutros países têm proliferado centros estéticos que têm atirado os preços para atrair clientela, o que levou aos médicos a dar a voz de alarma: cuidado com os transplantes em clínicas de baixo custo, porque o barato pode sair caro e não só/sozinho esteticamente, mas também para a saúde. A Sociedade Internacional de Cirurgia de Restauração do Cabelo ({ISHRS}, por suas siglas em inglês), que agrupa a mais de 1.000 médicos de 70 países, alerta de que algumas companhias empregam a médicos sem experiência ou bem a pessoas sem a qualificação necessária. Assim, nalgumas clínicas «piratas», sobretudo de Turquia, os transplantes os fazem «técnicos» e não médicos.

irregularidades / Esta situação pode provocar problemas estéticos, como linhas frontais tão perfeitamente retas como antinaturais ou carecas visíveis na zona doadora, normalmente a nuca, já que é {genéticamente} resistente à {alopecia}. Mas para além de problemas estéticos –que se não se corrigem, se é que têm solução, podem ser para toda a vida–, também se podem produzir {afectaciones} mais sérias numa intervenção que requer horas de sala de operações, como infeções ou cicatrizes severas.

O problema de fazer-se os {injertos} na Turquia é que normalmente o diagnóstico sobre/em relação a se se pode ou não realizar o implante e se há uma boa matéria-prima na zona doadora se faz à distância, mediante fotos, e em ocasiões a análise falha e dita pessoa não era boa candidata para um {injerto} capilar. Mas, já que viaja e paga, se faz-lhe. E se surgem complicações ou o cliente não fica satisfeito, é difícil reclamar à distância.

«As pessoas tem interpretado que fazer-se um transplante de cabelo é como ir ao mercado a comprar leite, se o {ves} noutro supermercado mais barato, o produto é o mesmo e não há risco», avisa Sergio Vañó, diretor da Unidade de {Tricología} (a ciência que estuda o cabelo) localizada no Hospital Ramón e {Cajal}. Coincide com seu diagnóstico o médico Javier Pedraz, quem explica que entre o 5 e o 10% de seus pacientes, na clínica privada {Insparya}, são pessoas insatisfeitas com seu {injerto} capilar. E avisa: resolver o problema costuma ser mais custoso que o transplante inicial, em média entre 2.000 e 3.000 euros, quando na Turquia podes encontrar ofertas a partir de 1.500 euros e em Espanha de 2.500 euros.

Vañó aconselha desconfiar, pelo menos em Espanha, daqueles transplantes que custem menos de entre 4.000 e 5.000 euros para cirurgias de um dia, e avisa de que «há mais de 100 tipos de {alopecia}» e, algumas delas, com um correto diagnóstico médico, podem tratar-se com técnicas menos agressivas e complicadas que os transplantes. Há três tipos: os medicamentos {antiandrógenos}, que evitam a ação das hormonas; o {Minoxidil}, que abre os vasos sanguíneos e que se pode administrar como loção ou pilulas; e um terceiro grupo de terapias, algumas inovadoras como o laser de baixa potencia ou o plasma rico em plaquetas.

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