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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

Alarma pela ainda elevada tolerância à violência sexual


13/06/2018

 

{Mentras} o novo Governo incorpora um número recorde de mulheres e põe a igualdade em seu «{frontispicio}», a sociedade espanhola emite sinais alarmantes de {pervivencia} de {tics} machistas e estereótipos que dificultam a já de per si complexa luta contra as agressões até as {féminas}. O número de violações aumentou um 28,4% no primeiro trimestre, embora não está claro se é porque têm crescido ou porque uma maior consciencialização devida ao 8-M e à sentença de A {manada} induz a denúncias antes silenciadas.

Neste contexto, uma sondagem publicada pelo Governo saliente reflete a perceção dos espanhóis até a violência sexual. Trata-se de um estudo pioneiro na UE, incluído no pacto contra a violência machista, diante da necessidade de conhecer a aceitação social até abusos, assédio sexual e outros ataques, tendo em conta a «estreita relação» entre a tolerância e a prevalência dos mesmos, segundo alertam os peritos.

E as conclusões são desalentadoras. Embora a maioria dos inquiridos condena a violência, percentagens largas de pessoas mostram certa tolerância, justificam aos atacantes e culpabilizam parcialmente às vítimas, o que indica que as políticas públicas efetuadas até à data não deram os frutos desejados. Um 43% dos espanhóis assinala que se as mulheres não querem manter relações sexuais, não deveriam «{coquetear}».

Dois de cada 10 dizem que uma mulher que vista de maneira provocante não deveria surpreenderle que um homem tente obrigar-la a manter sexo e quatro de cada dez homens considera que o assédio sexual no trabalho terminaria «se simplesmente» ela pedisse que parasse.

No âmbito dos lares, a situação é ainda pior. O 32% de homens acha que forçar a teu casal/par não é violação. Por último, a sondagem indica que persistem estereótipos como que o álcool ou as drogas estão detrás de a maioria das agressões, ou o mito do violador no portal, apesar de que uma percentagem pequeno das violações fuera da casal/par são cometidas por desconhecidos, segundo avisa {Beatriz} {Bonete}, socióloga e perita em género.

Desde a Federação de Mulheres Progressistas, María José Bueno aconselha incidir na educação afetivo sexual desde a infância, ou em campanhas que ajudem a compreender melhor a realidade das agressões, enquanto a psicóloga social {Gemma} {Altell} acrescenta a necessidade de aprovar uma lei integral das violências sexuais. P. M.

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