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‘Glória’ voltará a repetir-se

O aquecimento planetário, com o aumento da temperatura do Mediterrâneo, tem provocado este fenómeno «de magnitude elevada»

 

CARME PICART
24/01/2020

A borrasca Glória foi um «fenómeno meteorológico extremo, cuja magnitude é das mais importantes da história recente pela grande extensão à que tem afetado», duma virulência «extrema» e «se repetirá devido ao alterações climáticas».

Assim o advertiu a presidenta da Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial ({OMM}), {Manola} {Brunet}, quem argumentou que o fenómeno «se enquadra no contexto de alterações climáticas», pelo que «os danos produzidos se devem valorizar os factos/feitos objetivos para atuar de maneira preventiva consequente».

O aquecimento planetário, com o aumento da temperatura no Mediterrâneo que se vem produzindo nas últimas décadas, em contraste com o ar frio, tem alterado a circulação/trânsito atmosférica nesta zona e se produziu este fenómeno «de magnitude tão elevada», explicou a cientista. «Se não se atua, isto irá a mais e se repetirão outros Glória, cada vez mais virulentos e persistentes, devido às condições atmosféricas provocadas pelo aquecimento global», advertiu a geógrafa espanhola especialista por outro lado climático.

Tanto/golo desde/a partir de o ponto de vista económico como ecológico, os danos produzidos pela borrasca «são muitíssimos», denunciou {Brunet}, que destacou que o fenómeno «tem golpeado especialmente a zona natural do Delta do Ebro, um {humedal} único na Europa que necessita seu caudal, produzindo um verdadeiro desastre».

Devido ao temporal, no Delta se têm inundado com água de mar mais de 3.000 hectares de arrozal, onde a água tem {penetrado} quase 4 quilómetros «levando's pela frente/por diante milhares de hectares de arrozais, praias, criadores de mexilhões, ecossistemas, caminhos e pontes».

A água de mar «tem {engullido} o Delta, quebrando seu estrutura de chão», que «só/sozinho se poderá recuperar com o tempo, se há atuações decididas de inclusão de água fluvial com sedimentos abundantes e não se repete um fenómeno como o temporal que ocurreu», salientou.

Neste {rediseño} do litoral, «se se querem evitar danos futuros», as construções «se devem afastar da linha de costa, para que o mar possa voltar a ter uma praia que amorteça seu impacto».