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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 21 de junho de 2018

Voluntários sustentam um projeto para travar o absentismo escolar

Umas 20 mulheres e dois homens assistem a classes de alfabetização. O fim é implicar aos progenitores na educação dos seus filhos e ao centro

RAQUEL RODRÍGUEZ
04/06/2018

 

Se os meninos faltam a classe terá que educar aos pais, implicar-lhes na educação dos seus filhos e na relação com a escola e seus tutores. Esta é a base de um projeto dirigido a diminuir as cifras de absentismo escolar na escola São Miguel, que sustentam um grupo de voluntários.

A iniciativa surgiu no curso 2013/2014, devido a que o centro detetou um «aumento preocupado» das taxas de absentismo escolar em Primária e uma diminuição do número de alunos de etnia cigana. Nessa altura, se criou um grupo multidisciplinar para enfrentar o problema e como resolvê-lo e, com ajuda da associação As Sem Tenda, se levou a cabo um projeto.

A partir do curso 2014/2015 começou já a funcionar uma iniciativa que se manteve no tempo, classes de alfabetização dirigidas a mães e pais, pelas tardes e no própria colégio. Isso sim, o requisito para assistir é que os meninos vão a classe de manhã.

A ideia inicial era que os filhos também pudessem ir pelas tardes e «recebessem classes de apoio, jogos, a modo de extraescolares e creche, mas não temos suficientes voluntários», explica a voluntária Nuria López.

Por isso, o que os voluntários fizeram no projeto Todos ao {cole} é incidir na educação de os seus pais, e a todos os níveis. Assim, recebem classes de alfabetização distribuídos em três níveis, mas também assistiram a conversas sobre/em relação a saúde, alimentação e vida saudável, exercício físico, meio ambiente e além disso, «é obrigatório realizar uma atividade cultural ao mês», sublinha María José Rodas, professora do centro e voluntária do projeto.

Porque o que lhes oferecem é uma educação integral, que inclui o espanhol para estrangeiros no caso de alunos marroquinos, sem esquecer a necessidade de que se impliquem na educação dos seus filhos assistindo, pelo menos, a uma tutoria ao trimestre.

López enfatiza que o projeto está aberto a todas as mães e pais do centro que tenham algum problema de absentismo ou familiar, não só/sozinho de minorias étnicas, embora o certo é que a maioria dos assistentes são de etnia cigana e marroquinos, 20 mulheres e dois homens.

aspeto humano / Ao tratar-se de coletivos com culturas tão díspares, as classes permitem aproximar também aos alunos com seus voluntários no plano pessoal. «As mulheres ciganas têm descoberto que é sair de casa, ter que arranjasse... é necessário, quando começam as classes, que primeiro te contem que lhes passa. Vão dado passos, pequenos, mas estamos contentes».

Estas voluntárias sublinham «o esforço» de seus os alunos e os dados também avalizam seu trabalho porque, se no curso 2014/2015 se matricularam na escola 75 alunos de minorias étnicas, o curso seguinte fizeram-no 85, no 2016/2017 foram 103 e este curso o fizeram 142.

Além disso, estão conseguindo o que perseguiam, reduzir os casos de absentismo. «Já pelo menos as mães vão a justificar as faltas perante os tutores. É lento, mas tem descido bastante», assinala Rodas.

A escola dá as salas de aula e o material que necessitem os voluntários e tão bons resultados está a dar a iniciativa que «se tem alargado ao colégio de La Paz e se está estendendo ao Ramón e {Cajal}». O que necessitam para poder/conseguir mantê-lo e alargá-lo são mais voluntários. «É muito humano, {vives} situações pessoais e eles vão sentindo que têm um papel importante», destaca.

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