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A vida, um carnaval

 

ROSA MARÍA Garzón Íñigo
23/02/2020

Desde/a partir de os iniciáticos {antruejos} ou {carnestolendas} da nossa província, até ao atual carnaval, o ser humano tem tido a necessidade de manifestar de diversas formas seus vícios e pulsões mais profundos, sobretudo durante esta celebração, aproveitando para {desmelenarse} ou {raparse} e mostrar a cara oculta de sua pessoa, mudando sua fantasia diário/jornal por um grotesco visível por todos, que permite esconder sua identidade e cujo anonimato foi até facilitador de delitos, pecados e maus costumes, levando-o a sua proibição nalgumas zonas de Espanha, após a Guerra Civil.

O incógnito conseguido graças ao fantasia e a máscara pode dar lugar a comportamentos sem os quais se revelaria nossa verdadeira identidade expondo'ns socialmente e correndo o risco de ser tribunais/réus/julgados. Pois após eles, alguns são capazes de {deshinibirse} e mostrar abertamente suas baixas paixões {mundanas}, dando rédea solta ao que diariamente tratam de controlar a toda costa.

A outros no entanto não lhes faz falta data no calendário para tirar seu lado escuro: as pessoas falsas, ¿quem não conhece alguma? Aqueles aqueles que com sua invisível máscara de bondade são capazes de enganar a todos por meio de seus atos e carisma. Isso sim, só/sozinho de portas para {afuera}, em privado, desatam ao {mismísimo} demónio que levam dentro, capaz de destroçar ao ser mais inocente e sensível que se lhes ponha diante, sem nenhum tipo de vergonha ou consciencializa, pois ambas personalidades são possíveis num mesmo ser. Autênticos atores e atrizes de sua própria vida, que como se de um jogo se tratasse, à luz, se interpretam a sim mesmos no papel de bons e na escuridão, revelam sua verdadeira identidade, manifestando aspetos de seu carácter reprimidos {racionalmente} diante da sociedade, mas tão autênticos como perversos.

A chegada de Dom Carnoso e seu {libertinaje} desata a comparsas e chirigotas que proclamam {veladamente}, mediante o sarcasmo, a sátira e a ironia, ou mesmo explicitamente, o que de outro modo estaria mau visto: seu mais procaz crítica sócio-política e de libertação sexual. Verdades como punhos que a maioria pensamos mas calamos ou {comentamos} em {petit} comité e que somente agora estão permitidas, antes da chegada de Dona Quaresma e o regresso ao bom caminho. Adivinhar quem se esconde realmente após o {antifaz} e desmascararlo é nossa tarefa vital diária.