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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

Uma saída para o acosso escolar

Um grupo de vítimas iniciou a criação da associação Todos somos iguais, com a que querem oferecer ajuda aos que sofrem insultos ou agressões no âmbito educativo para «que não se encerrem, nem autolesionem» e possam superar a situação

RAQUEL RODRÍGUEZ
21/07/2019

 

Marta se encerrou em seu quarto e não queria sair de casa; Adrián chegou a autolesionar-se. Com 25 e 22 anos respetivamente, são dois dos promotores duma associação de vítimas de acosso escolar que está em trâmites de criação em Plasencia e com a que perseguem «ajudar» a aqueles que passem pelo mesmo que eles viveram durante sua etapa na escola ou o instituto/liceu.

São cinco as pessoas que se têm unido nesta iniciativa, de entre 22 e 51 anos, todas vítimas de acosso escolar e todas residentes em Plasencia. Marta e Adrián explicam que a ideia de criar a associação surgiu porque consideram que as vítimas «ainda se calam» quando passam por esta situação e o que eles querem é que «tenham em nós uma via de apoio».

Porque eles mesmos o têm vivido. De facto, «eu me calava porque me ameaçaram com que, se dizia algo, me iam a bater», conta Marta. Tanto/golo é por isso reconhece que tardou um tempo em {decírselo} a sua família, embora «todos os dias saía chorando de classe». Não entendia porque é que a insultavam e não se atrevia a contá-lo.

Com o que tem vivido, adverte de que este tipo de situações, «pode ir a mais e, quando já está avançado, é mais difícil fazer algo. Se não se querem abrir a os seus pais, poderão fazê-lo connosco e lhes poderemos aconselhar que podem fazer para que não vá a mais».

Já estão a receber chamadas de voluntários e, para além de trabalhamos/trabalhámos na constituição da associação, que se chamará Todos somos iguais, estão procurando profissionais como um psicólogo, um polícia ou um docente, para que, de forma voluntária, colaborem. A sua intenção é também oferecer conversas e oficinas.

Centros não preparados

Porque consideram que os centros educativos não estão ainda preparados para combater de forma rápida e efetiva os casos de acosso escolar. Em seu caso, não o fizeram, afirmam.

A Marta começaram a insultá-la em quarto de Primária porque tinha muito pelo nos braços e não costumava levar saias nem vestidos. Durou até que terminou a escola e começou de novo no instituto/liceu, porque pôs-se {brackets} e seguia/continuava tendo muito pelo. «Começaram outra vez os insultos e também me davam empurrões. Um dia, à saída, meu pai viu como uma jovem me agarrava do pescoço e foi a falar com o chefe de estudos». O resultado foi que a expulsaram três dias, mas «a conclusão do centro foi que tinha sido uma briga sem importância», lamenta.

Em seu caso, o acosso dura «até ao dia de hoje porque sou fotógrafa e começaram a criticar-me em {instagram} por pôr fotos minhas, por isso me tenho tido que retirar das redes sociais».

Quanto a Adrián, recorda que começaram a insultar-lhe no instituto/liceu, «em classe, no recreio, tenho as mensagens que o demonstram, embora foi tudo psicológico». A sua mãe falou com o diretor, com o educador, mas «lhe diziam que não passava nada». Chegou a autolesionar-se e conta que só/sozinho recebeu a ajuda do polícia tutor, uma figura que agora não está nos centros educativos e nessa altura «pôs em marcha o protocolo». Recorda que a Conselheria de Educação abriu processo «ao instituto/liceu, ao diretor e aos acossadores». Seu caso chegou a juízo e o ganhou e assim terminou o acosso e atualmente «não tenho nenhum problema».

Para tudo o que sim se o tenha hoje em dia, facilitam o telefone de contacto 634 891737 e o {instagram} {@adrianlulu_}. Também pode contactar com eles qualquer profissional que queira colaborar com a associação. Todos serão bem-vindos porque reconhecem que, «embora passe o tempo, completamente não se te esquece o que {has} sofrido». Isso sim, «o miras desde outra perspectiva. Se me passasse agora, atuaria de forma diferente», coincidem.

Por enquanto, contam com o apoio das pelouros de Desportos e Igualdade e com o do presidente da Câmara Municipal, «que nos deu todo o seu apoio». Ambos têm um propósito claro, que as vítimas não passem pelo que eles passaram: «eu só/sozinho quero que não cheguem até onde {llegué} eu», sublinha Adrián.

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