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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 19 de agosto de 2019

«Temos de dar cabida a toda a gente, ser mais plural»

RAQUEL RODRÍGUEZ
07/07/2019

 

Nacida em Cáceres faz 43 anos, passou de trabalhamos/trabalhámos no Centro de Reabilitação Psicosocial e gerir a escola municipal de padel a dirigir dois novos pelouros: Inclusão e Diversidade e fazer-se cargo da de Desportos. Confessa com humildade que suas novas atribuições a assustam, mas se sente muito apoiada pelo presidente da Câmara Municipal e seus companheiros de governo e, sobretudo, tem vontade de fazer coisas, sempre ouvindo aos demais.

-Não é militante do PP nem tinha estado nunca em política, ¿porque é que dá o passo agora?

-Pois foi surpreendente para mim porque, numa reunião com o presidente da Câmara Municipal sobre/em relação a a escola de padel, me apresentou a possibilidade, que não me esperava e minha face deveu ser um poema, de fazer parte duma lista com pessoas novas e de perfis técnicos e de gestão. Eu sempre disse-lhe que não, mas ele insistiu e finalmente, me deixei convencer para ir em os últimos postos. Nunca pensei que pudesse sair. No fim, me {decidí} e estou contenta porque me encontrei uma família no PP, que me está apoiando muitíssimo.

-¿Lhe disse os pelouros nas que tinha pensado para si?

-Ao início não, mas ele tinha claro que devia encarregar-me de Desportos por minha trajetória profissional e de Plena Inclusão e eu lhe pedi a possibilidade de criar a de Diversidade porque o resto de partidos políticos a levavam em seu programa e não pôs nenhuma bate, ao contrário.

-¿Porque é que acredita que é necessária essa pelouro?

-Hoje em dia é supernecessária por enquanto social atual. É verdade que se conseguiram muitíssimos objetivos nos direitos das pessoas LGTB, mas temos de seguir/continuar lutando e lutando e não devemos afastar-nos da realidade, sobretudo com o medo do jogo/partido de extrema direita, com um discurso que nos faz pensar que podemos perder direitos. Eu estou casada com uma mulher. Nos fez união de facto Fernando (Pizarro) e nos casou Fernando e estou fuera do armário publicamente. Jamais tenho tido nenhum problema e, embora só/sozinho fora por acordo/compromisso pessoal, não gostaria perder os direitos que conseguimos até agora, por justiça e por humanidade.

-¿Que é o que quer fazer nesta pelouro?

-Ainda está em modo fabrico e lhe tenho estendido a mão ao resto de grupos políticos para fazer um frente comum. Temos preparado uma semana do orgulho bastante larga, apesar do pouco/bocado tempo que tínhamos e o que me {planteo} é dotá-la de conteúdo, mas que a sociedade seja partícipe. Que saia à rua, que se façam atividades, que sejamos visíveis... Um dos projetos mais importantes é que tivesse um escritório onde pudéssemos dar conversas, cursos, onde as pessoas pudesse dirigir-se. Temos projetos com Fundação Triângulo e a ideia é que tenham uma delegação em Plasencia e há projetos com eles, como celebrar o dia da transexualidade em Novembro com uma exposição. O objetivo é {visibilizar} ao coletivo e dar-lhe um contexto muito educativo, com atividades.

-¿Acredita que em Plasencia há homofobia?

-Sim que a há. Cada vez há mais casos de {bullying} de meninos que se metem com meninos por este motivo. E eu vejo diariamente que em nossa sociedade há cada vez mais pessoas diferente e isso faz com que tenhamos que crescer e dar-lhe cabida a toda a gente para que se sintam/sentam seguros e livres e fazer uma Plasencia mais plural.

-¿E na de Inclusão, que gostaria de fazer?

-Plena Inclusão é uma rede que trabalha pelos direitos das pessoas com deficiência em Espanha e temos de trabalhamos/trabalhámos pela igualdade e que também façamos visível a estes coletivos. Com todos os que há em Plasencia, devêssemos converter-nos em exemplar. Falta apresentar contidos em comum e que participem de todas as atividades municipais. Também lhe tenho estendido a mão à oposição/concurso público e a ideia é trabalhamos/trabalhámos pelo desenvolvimento destas pessoas, que felizmente temos, e suas famílias e defender seu direito a que possam participar da nossa sociedade porque nos fazem melhores pessoas.

-¿Como gostaria de acabar a legislatura?

-Sinceramente, estou morta de medo porque há muitas coisas que {desconozco}. Mas me {planteo} um plano diretor onde tenha projetos de infraestruturas e desportivos e de plena inclusão e diversidade e adoraria deixar as coisas um pouco/bocado melhor do que estão, que as pessoas se sinta/senta melhor e tentar deixar uma Plasencia muito mais saudável; que em Plena Inclusão sejamos um exemplo a seguir/continuar e em Diversidade, mobilizar-nos e ser também um referente na luta pelos direitos da pessoas LGTB.

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