Menú

El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 22 de junho de 2018

Redes

FERNANDO Valbuena
02/01/2018

 

Andava eu sem tema, que vem a ser qualquer coisa como andar, quando chove, sem guarda-chuva. Na verdade não faltam temas, me faltam opiniões. Ter opinião sobre/em relação a algo não é tão fácil como pudesse parecer. Pelo menos se, por ter ter opinião, entendemos tê-la decidida, coerente e capaz de sustentarse por seu próprio pé.

Por isso {decidí} pedir socorro. {Pegué} um grito digital e em meu auxílio foram os amigos. «Não sei de que escrever no sábado. ¿Alguma sugestão?» Nove palavras e mais de 150 comentários. O das redes será o que seja e ainda pior, mas tem seu aquele. A todos os que propuseram se o agradeço. Se tivesse que dedicar um artigo semanal a cada proposta teria para um par de anos e não sei como {andaré} de saúde a tão longo/comprido como me o fiam.

O evidente é que cada um tem seu tema porque sobre/em relação a ele tem claramente definida sua própria opinião; definida embora resulte tácita. Não me {resisto} a partilhar com vocês algumas destas interessantes sugestões. {Empecemos} pelos músicos: Pedro Monty me propõe falar, agora que chega o concerto de Ano Novo, do porquê na {Filarmónica} de Viena não são bem recebidas as mulheres. Meu {queridísimo} Israel Sánchez, também músico, desde Alemanha, sugere a Charles Trenet, paixão que partilhamos. Jaime Ruiz Peña, autónomo/trabalhador independente presidente de sim mesmo, me convida a investigar sobre/em relação a o extremenho de {Malcocinado} íntimo de {Oriol} {Junqueras}. Luis Alfonso Hernández Carrón me propõe falar do publicado neste mesmo diário/jornal sobre/em relação a o risco de pobreza que se {cierne} sobre/em relação a o 43% dos jovens extremenhos com emprego; mais que um tema uma tragédia.

Diego Algaba, colega em letras, aponta, e aponta bem, ao caso de Julio Cienfuegos e a carta das suas filhas. María Antonia Sánchez Jara, como boa socialista, não esquece aos refugiados. Juan Francisco González Tejada, como bom falangista, não esquece o abandono em que vivem muitos dos nossos maiores/ancianidade. Rosa María Delgado, desde Plasencia, propõe as listas de espera. Juan José Teodoro, irónico, do bem que se vive em Qatar, e Antonia Ugalde das muitas cargas tributárias que suportam os trabalhadores independentes. A José García Seco, em Valencia de Alcántara, lhe dói a despovoamento rural. E a Manolo Parra, empresário, lhe preocupam as pensões.

Outro {grupito} se atira pela {manduca}. Mateo Giralt pelo torrão de Castuera e {Juanma} Cáceres pelas gambas (a saco); Juan Antonio Fuster, meu {mariachi} preferido, pela cozinha mexicana e José Rivero Sudón, taberneiro/bodegão em alta, pede uma reflexão sobre/em relação a «excessos, arrependimentos e ginásios», e é, se calhar, o único que atira pedras contra seu próprio telhado.

Especial simpatia me causou a proposta de Miguel Guerrero: os {baldosines} soltos e o muito que salpicam quando chove. Também a de José Antonio Herrera que traz a conto ao Clube Desportivo Badajoz e a de Santi Aguinaco que me pede umas palavras sobre/em relação a do Athletic.

Só/sozinho num caso se me escapa qual é a postura de quem propõe; Antonio Rosa tira o tema de Doña Letizia, republicana ou monárquica. Os homens {cabalísticos} sempre resultam interessantes, e Antonio o é.

Sem dúvida o tema que provocou mais duma defesa foi {Tabarnia}. Por exemplo, desde {Donosti}, meu velho {conmilitón} Carlos Sanz. E, em linha com o anterior, meu entranhável José Alberto Hidalgo pede fazer fincapé nas consequências que para o independentismo catalão terão os prejuízos económicos que gera. Assim mais de cem temas, um detrás de outro.

Já vêem, pude ter escrito/documento sobre/em relação a {Tabarnia}, mas preferi falar sobre/em relação a as {tabarnias} interiores de meus amigos. Não sei se foi boa ideia lançar a pergunta. Vai ser impossível contentar-los a todos. No fim me {quedo} com o comentário do dramaturgo Miguel Murillo: «Fala de ti e aí se englobará o que {destilas} dos demais temas». É que em falando um professor... mais vale calar. Em todo o caso, como me pede Jaime Mejías, baste dizer: ¡meus melhores desejos para todos neste ano 2018 que começa!

As notícias mais...