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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 17 de janeiro de 2020

A polícia procura ao acossador duma mulher que voltava só a casa

Aconteceu quando regressava de um jantar de empresa, a noite de sexta-feira. Disse-lhe: «Vou dar-te o que mereces», a empurrou e brigou com ela

RAQUEL RODRÍGUEZ
03/12/2019

 

A Policía Nacional procura um homen  que na madrugada de sexta para sábado acosou a uma mulher que caminhaba sozinha pela avenida de Salamanca tras participar num jantar de empresa. A vítima o denunciou no domingo à tarde e, segundo informou ontem a Jefatura Superior de Policía da Extremadura, a brigada local de polícia judicial de Plasencia se encarrega da investigação.

Passava a uma da madrugada quando a mulher, de 33 anos, ouviu vozes detrás de ela: «¡Eh tu, espera por mim, vou dar-te o que mereces! Eu era a única que estava na rua por isso voltei-me e disse-lhe que acreditava que se estava a enganar. Não me estou enganando, disse». Pelo contrário, correu até ela «e começamos a forçar enquanto me continuava a dizer o mesmo.Empurrei-lhe,empurrou-me,agarrou-me do braço, pós se diante de mim e não me deixava avançar».

Aconteceu entre a rotunda das vítimas do terrorismo e a da enfermaria e sua reação foi tentar fugir do acossador. «Disse-lhe que meu marido era polícia e que lhe tinha ao telefone, porque levava auscultadores postos, mas deu-lhe igual. O meu último recurso para tentar que não me fizesse algo foi olhar às janelas dos blocos que estão junto à rotunda da enfermaria e gritarle a meu marido como se estivesse após uma janela».

Nessa altura, «se o acreditou, me empurrou outra vez e me disse: não quero problemas, tives-te sorte». Ele saiu correndo por onde tinha chegado e ela retirou-se os sapatos e começou a correr em direção a sua casa enquanto aproveitava para chamar à Policia Municipal. «Não sabia se ia a voltar a aparecer. A pena é que, em tudo esse tempo, não passou nem um tristíssimo carro, nem o camião do lixo».

Após o susto inicial, o denunciou, identificou o seu acossador e a polícia disse-lhe «que tem antecedentes, que é perigoso e que está em busca e captura e nessa altura já me deu o quebra».

Porque esteve consciente de «o que me podia ter passado e da sorte que tenho tido». Quis dar o seu testemunho para advertir a outras mulheres. «Porque agora há muitos jantares de empresa e, se posso ajudar...» Tenta voltar à normalidade, mas já não sai sozinha de casa de noite.

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