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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

{Podrías} ser tu

ROSA MARÍA Garzón Íñigo
08/03/2020

 

Já estamos todos. O coronavirus ou {COVID}-19 chegou a nosso território. O hospital Cidade de Coria tem ingressado e dado de alta com quarentena domiciliasse a um paciente, após a execução do protocolo estabelecido para os afetados por este vírus. Se supõe que devemos proteger a identidade do doente acima de tudo, no entanto, se fizeram públicos demasiados dados pessoais do afetado, como: sexo, população onde reside, idade, profissão e estado civil. O qual fica longe de salvaguardar o anonimato ao que, se pressupõe, temos direito. Nos povos/povoações pequenos nos conhecemos todos, ¿quem não vai a somar dois mais dois e identificá-lo de imediato? Em minha opinião, se tem vulnerado sua intimidade e teria que ver que recolhe/expressa a Lei de Proteção de Dados sobre/em relação a estes casos concretamente.

Além disso, se informou de que, após sua hospitalização e alta, encontra-se em regime de isolamento domiciliário preventivo, bem como que antes de ser ingressado tinha mantido escassos contactos na localidade, o qual indica que, alegadamente, tem exposto a outras pessoas suscetíveis de contagiar-se, mas com as quais não se levou a cabo nenhum tipo de atuação preventiva e que, dado o período de incubação e manifestação dos sintomas, poderiam estar contagiando a mais pessoas sem sabê-lo.

A fama deste {bichito} convertido em protagonista por excelência dos nossos dias, longe de dar tranquilidade e coerência à situação e seu {afrontamiento}, conseguiu alarmar mais que informar. A atenção mediática está a ser tão grande que relativizar é o único que nos fica para recuperar o sossego, para além de tomar as medidas preventivas recomendadas.

Algumas delas já se estão levando a cabo, mudando costumes próprios da nossa idiossincrasia e desse carácter latino cheio de manifestações de afeição e contacto físico. Prova de isso som os {besapiés} e beija-mão da Quaresma prévios à Páscoa, que estão sendo substituídos por uma inclinação de cabeça, para tratar de evitar a propagação do vírus.

Apesar de tudo, sua transmissão é mais fácil do desejável e cumprir com as recomendações sanitárias é a única ferramenta a nosso alcance para previr o contágio, apesar de que não dependa só/sozinho de nós. Agora mais que nunca, a prevenção está em nossas mãos.

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