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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

A metamorfose de Juanra, de prémio

O diretor do Alkázar consegue o Felipe Trigo com um personagem que adquire costumes de căo

R. R. M. PLASENCIA
02/12/2019

 

Juan Ramón Santos dirige o teatro Alkázar de Plasencia, preside a Associação de Escritores da Extremadura e coordena junto a Nicanor Gil a Sala de aula de Literatura José Antonio Gabriel e Galã, mas além disso é escritor e seu último romance, O síndrome de Diógenes, acaba de ganhar o prémio Felipe Trigo de Villanueva de la Serena na categoria de narrativa curta.

O galardão, dotado com 6.500 euros, o recebeu por uma obra que, como ele mesmo explica, tem influências «de A Metamorfose de Kafka e O Lazarillo de Tormes». Porque a sua personagem principal é «um cínico contemporâneo», entendendo cínico com seu significado {etimológico} de cão. Assim, o protagonista sofre uma «metamorfose moral» e vai adquirindo «costumes de cão» à medida que avança o romance.

Juan Ramón, ou Juanra, como é conhece, assinala que a obra surgiu em certa maneira do Felipe Trigo, porque no passado ano fez parte do júri e, diante da categoria «estranha» de romance curto, que exige escrever uma obra de entre 50 e 75 páginas, se propôs tentá-lo. Procurou nos clássicos e encontrou A Metamorfose e O Lazarillo. Apresentou o romance e o círculo se tem fechado ao ganhar o prémio. «Estou muito contente porque este prémio tem mais repercussão da que pensava e as pessoas o valoriza muito. Dá mais difusão de teu estreitamente». De facto, conta «com dez livros já publicados e tinha pessoas que não sabia que escrevia, até agora».

Três romances, cinco livros de relatos e dois de poesia publicou já e, apesar de que, ao ter que conciliá-lo com sua vida profissional e familiar, só pode escrever «a salto de mata, aos domingos ou enquanto minha filha faz o trabalho de casa», confessa que tem vários projetos «muito avançados, que poderia rematar».

Após o verão, o trabalho tem-lhe obrigado a parar, mas está desejoso de «arrancar» de novo. Aponta que escreve «sobretudo para mim mesmo, o que a mim gosto, outra coisa é que entres em sintonia com os leitores» e, depois de esta entrevista, se despede para voltar de novo ao seu trabalho no Alkázar.

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