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El Periódico Extremadura | Sábado, 14 de dezembro de 2019

Eternos esquecidos

ROSA MARÍA Garzón Íñigo
14/07/2019

 

S {icológicamente} falando, não temos nem ideia do que contém o cérebro, ainda nos fica muita investigação para nem sequer aproximar-nos a descobrir o abismo que encerra o interior de cada um de nós.

Faz uns dias tem tido lugar um incêndio (ao que parece, o segundo no último mês) no qual todos conhecemos na zona como o {siquiátrico} de Plasencia, hoje Centro Sociosanitário Provincial de Plasencia, onde um interno, hospitalizado na unidade de longa estadias, pegou um colchão e teve que evacuar a quase uma centena de pacientes.

De primeira mão, posso afirmar a precariedade na qual se tem vindo {sumiendo} durante as últimas décadas este serviço e, apesar do esforço e bom fazer dos trabalhadores, sei que não dispõem dos recursos necessários para realizar o seu trabalho facilmente, sobretudo tratando-se de usuários com doenças mentais e dependências agudas, a maioria crónicas e tão diferentes como cada um deles. Qualquer que passe por ele, tanto como usuário como familiar, pode comprovar em tão somente uma visita, as deficiências quanto a medidas de segurança que padece, ou como o número de ingressados excede largamente ao do pessoal sociosanitário, pelo que sua atenção continuada não é a adequada.

Os próprios internos podem relatar mil e um episódios vividos de estrambóticas situações de risco, tanto/golo para eles mesmos, como para os trabalhadores. Desde suportar ameaças por não atender a a petição/pedido de um cigarro, agressões verbais e físicas, até à presença de outro interno em teu quarto a meia-noite e o consequente susto de morte. Exemplos do dia-a-dia da pessoa com um estado mental desequilibrado e afetado pela medicação, e o resto de internos, muitos, delinquentes para além de doentes mentais, provenientes da cadeia ou de psiquiátricos penitenciários.

Segundo pessoal de dito centralismo, após as denúncias transferidas aos órgãos administrativos encarregados de sua gestão sem resposta, as mobilizações a as suas portas foi o seguinte passo para denunciar a situação.

NÃO lhes esqueçamos, que o medo não nos paralise na hora de defender também seus direitos, {impidamos} que os que se pressupõem lúcidos se façam os loucos, porque, nem são todos os que estão, nem estão todos os que são.

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