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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 19 de junho de 2018

Espetáculo ou tradição

ROSA MARÍA GARZÓN ÍÑIGO Técnica en información turística
07/01/2018

 

Crescer não significa deixar de ser meninos. Nas redes sociais, alguém desejava ser menina durante a noite de Reis. E eu me {pregunto} quando se deixa de sê-lo. Em minha opinião sempre está aí, o que acontece é que a vida diária nos obriga a comportar/implicar-nos como adultos responsáveis a maior parte do tempo, no entanto, existem multidão de ocasiões nas que poderíamos deixar-nos levar e manifestá-la de forma natural e sem complexos. A vida é um jogo sempre, embora à medida que nos fazemos maiores/ancianidade, as regras mudem e nos obriguem a controlar e perder nossa essência mais {primigenia}.

Assim, como cada ano, vieram os Reis Mágicos. ¡Que ilusão/motivação! Como diz {Mafalda}, eu também me continuo/sigo pondo dos nervos. É tão fácil sorrir desejando que baixa o árvore tenha um presente com nosso nome. Receber/acolher é bonito, mas dar é sublime e ajudar a {SS}. MM. em tão árdua lavor/trabalho, resulta muito gratificante.

Cruz Roja reparte centenas de brinquedos entre os meninos mais necessitados. Que ninguém se fique sem seu presente é o propósito de todos. Conservar a fé e confiar em que a magia existe porque nós mesmos a acreditemos, {encendemos} e partilhamos. Permitir-nos durante essa noite ser o menino que {aniquilamos} diariamente, acarreta sensações positivas para um mesmo e para os demais, pois o ambiente transmite felicidade.

Perdemos os papéis e convertido uma tradição em puro espetáculo, circo, típico neste país. Necessitamos que neste ano supere ao anterior. Substituir os cavalos, lógicos numa {cabalgata}, por tratores disfarçados ou não, que atirem de carroças com temáticas impossíveis, alheias ao verdadeiro sentido da celebração. Em definitiva, a manifestação de um sistema que {corrompe} até o mais tenro e puro como a ilusão/motivação de grandes e pequenos. Que verdadeiramente está viva, só/sozinho temos de deixá-la ser e é tão básica que, com pouquinho, se pode conseguir fazer muito feliz a alguém. Estamos tão mau acostumados a ter de tudo e em duplicado, que parece-nos pouco/bocado pedir-los em nossa carta uma só coisa e, pelo sim pelo não, pedimos seis, e eles, bondosos como são, em lugar de trazer-nos um só/sozinho presente, nos trazem três ou quatro, ouro, incenso e mirra e algum saquinho de carvão para os que não se têm levado bem.

Simplificar deveria ser o objetivo marcado para tudo e todos. A maioria das ocasiões, menos é mais.

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