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«Embora temos avançado, temos que {empoderarnos}»

 

«Embora temos avançado, temos que {empoderarnos}» - TONI GUDIEL

RAQUEL RODRÍGUEZ
06/03/2020

Nacida em Ronda, é a pequena de quatro irmãos. O seu pai faleceu sendo menina e a sua mãe é seu exemplo. Com só/sozinho 32 anos, tem quatro corridas/cursos, foi desportista de elite e dirige a delegação de Plasencia da ONZE desde há justo um ano. Na segunda-feira receberá um dos prémios Mulher Extraordinária que criou a Pelouro de Igualdade do Câmara Municipal de Plasencia por ocasião do 8 de Março.

-Desde/a partir de pequena tem pertencido à ONZE e se tem dedicado ao desporto

-Sim. {Empecé} com 13 anos na ONZE e em atletismo, em 400 e 800 metros e tenho competido em olímpico e paraolímpico. {Comencé} em Sevilla porque estive num colégio da ONZE e meu professor de Educação Física me viu as qualidades. A ONZE potencia muito o desporto para pessoas com deficiência visual e, desde então, tenho ido {congeniando} os estudos com o treino em centros de alto rendimento e competindo a nível regional, nacional, em campeonatos do mundo e de Europa. Tenho entre 35 e 40 medalhas.

-¿Segue/continua fazendo desporto?

-Sim, continuo/sigo fazendo muitíssimo. Faço {crossfit} e {corro} entre 120 e 180 quilómetros à semana e continuo/sigo correndo média/meia maratona e maratona.

-¿Que deficiência tem?

-Distrofia de ícone, {nací} com ela. Entre os dois olhos, vejo um 10% e não se pode recuperar, mas te {acostumbras}, estou muito feita à visão que tenho e {desarrollas} habilidades, embora se me {cruzo} com alguém pela rua não vejo-o. Não obstante, de perto vejo bem, por isso tenho autonomia.

-Chegou a Plasencia depois de/após estar 8 anos em Madrid.

-Sim. Antes me {diplomé} em Mestrado por Educação Física, me {licencié} em Atividade Física e Saúde e fiz o dobro Grau/curso universitário em Administração e Direção de Empresas e Direito e {entré} no programa para diretivos da ONZE.

-¿Em que consiste seu estreitamente em Plasencia?

-Sou a diretora da delegação de Plasencia e de toda a zona norte. Tenho 82 vendedores de cupão e quase 500 filiados/inscritos e há uma parte institucional, de presença em eventos e representação e outra de criação de emprego para as pessoas com deficiência visual e qualquer deficiência física, à que {formamos}. Diariamente estamos empregando pessoas, ONZE foi a única empresa que não deixou de criar emprego. Além disso, aos filiados/inscritos a ONZE lhes ajuda no que necessitem e na etapa na qual se encontrem.

-¿Tem tido {obtáculos} na ONZE ou fora por ser mulher e com problemas de visão?

-Hoje em dia não tenho tido problemas, nem a nível desportivo, nem em gestão e estou num sector onde a maioria dos diretivos som homens, mas a ONZE está evoluindo muito e revolucionando. Acredito/acho que é mais um problema de conciliação familiar, mas não por ser jovem, mas pelas responsabilidades que tu {asumes}. Se tu {quieres} teu desenvolvimento profissional e não {quieres} ser tu a que {cedas}, tens que assumi-lo.

-¿Que balanço faz de seu primeiro ano à frente da delegação?

-Estou encantada. Eu não conhecia nada, mas fiz por visitar muito porque, já posso ser muito boa em números que, se não conheço a meu pessoas, não posso ajudar-los. Eu vinha de Madrid, com uma vida e muito contenta e me surpreendeu, tenho {echado} raízes e criámos bom ambiente e me tratam muito bem. O único que vejo mal som as comunicações porque não posso conduzir.

-¿Que acredita que falta para conseguir por parte da sociedade, empresas, um trato igualitário?

-Sobretudo, consciencializar, que as pessoas normalize e nisso a ONZE é exemplo a nível europeu. Acredito/acho que a {digitalización} vai a ajudar muito, mas necessitamos um giro/gracioso mais e as instituições deveriam usar mais à ONZE e à pessoas peritas porque não {concibo} que Finanças ou nos aeroportos ponham indicações em ecrãs que não vemos e é porque há muito desconhecimento.

-¿Se considera uma mulher extraordinária?

-Não sou consciente. Eu o que faço o faço por mim, sou meu maior/velho juiz. Extraordinária não sei, mas não sou nada conformista. Sou revolucionária, reivindicativa e me {involucro}, não {miro} para outro lado, embora não me afete e sou muito crítica. Mas o reconhecimento é um orgulho e que seja em Plasencia também, sobretudo por toda as pessoas que tenho e tenho tido detrás.

-¿Algum mensagem para as mulheres com deficiência?

-Que sempre há alternativa. Que procurem opções, que não se travem, seja qual for a opção, que não se retirem ilusões e não deixem de sonhar, cada uma no que lhe goste. Que elas podem e, embora temos avançado muito, temos que {empoderarnos}.