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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 21 de janeiro de 2020

«As pseudociências criam/acreditem doentes dependentes»

RAQUEL RODRÍGUEZ
24/11/2019

 

Elena Campos foi aluna do {IES} Gabriel e Galã de Plasencia e na sexta-feira regressou ao centro para falar sobre/em relação a investigação, pseudociências e pseudoterapias, avalizada por seu trabalho no centro de biologia molecular Severo {Ochoa}, inscrito ao CSIC e como presidenta da Associação nacional para Proteger ao Doente de Terapias {Pseudocientíticas}.

-¿Que se sente ao voltar a seu instituto/liceu e estar ao outro lado?

-O estou saboreando. É muito bonito voltar a tuas origens, à casa onde {creciste}, te {formaste} e {tuviste} modelos a seguir/continuar. É um honra e, à parte, acredito/acho que temos de devolver o que se te dá.

-¿Conversas como a sua são necessárias para atrair aos jovens à ciência?

-É um dos objetivos. Oxalá pudesse ser um referente para potenciar vocações cientistas entre meus conterrâneos. Não tanto/golo para que se dediquem à investigação, mas para que despertem em curiosidade e espírito crítico.

-¿Há menos mulheres cientistas que homens?

-{Accedemos} à corrida/curso ao 50% ou mais, mas {acabamos} reduzidas a menos de um 30% à medida que se ascende. No CSIC, se tem acentuado o desequilíbrio a favor do homem à medida que se ascende e pareceria que este teto de vidro coincidiria com a etapa de maternidade. Temos de implementar medidas que travem esta perda de talento feminino e evitem obrigar a escolher entre a família ou escalar profissionalmente. A sociedade deve exigir-se a sim mesma igualdade real e as mulheres devemos fazer-nos valer.

-¿Que diferença a ciência da pseudociência?

-A ciência tenta chegar a o que mais se aproxime à realidade através do método de ensaio-erro, de maneira muito {protocolizada} para que as conclusões sejam objetivas, robustas e aplicadas em qualquer parte do mundo. A pseudociência se aproveita da terminologia cientista para fazer-se passar por ciência, mas sem demonstrar absolutamente nada. Além disso, gera medos com um objetivo lucrativo.

-¿Por exemplo?

-O medo às antenas {wifi}. Te digo que são perigosas pelas irradiações eletromagnéticas e te {vendo} um remendo antiirradiação. A maior fonte de irradiação {electromágnetica} é o sol e se sabe que produz cancro, mas ninguém conseguiu demonstrar os efeitos {perniciosos} para a saúde das antenas e há pessoas que não sai de casa por isso. Com os telemóveis passa o mesmo. É mais perigoso o calor que produzem, que é mínimo, que a irradiação.

-¿Porque é que são perigosas?

-Porque enganam à pessoas. Se aproveitam de pessoas desesperadas ou que desconfiam do sistema e geram doentes dependentes de seu guru. De facto, muitas se utilizam como gancho para movimentos sectários. Em Espanha, existem a {bioneuroemoción}, a nova medicina germânica, a biodescodificação... Todas negam a existência duma doença física e dizem que é uma manifestação de um conflito emotivo e o primeiro que te pedem é que te {alejes} de teus seres caros porque são aqueles que podem {habértelo} provocado. Rejeitam a quimioterapia e podem levar à pessoas à morte.

-¿E as pseudoterapias?

-Começam comercializando seu produto. O disfarçam de ciência sem ter passado pelas fases prévias. Não se tem demonstrado que funcionem. A homeopatia, a {acupuntura}, a {quiropráctica}, o {reiki}... Temos de distinguir o efeito terapêutico acima da fé. O que pedimos desde a associação é que passem pelos mesmos filtros de qualidade que os medicamentos porque , se não, é injusto e perigoso. As vendem como terapia alternativa e podem levar-te a rejeitar uma oportunidade terapêutica. Com um constipado não passa nada, mas num doente oncológico ou com depressão, podem levar a que te {suicides} ou à extensão do cancro.

-¿Com a rejeição às vacinas passa o mesmo?

-Como diz Médicos sem Fronteiras, «há algo que dá mais medo que as vacinas, não tê-las». Não só/sozinho é questão dum mesmo porque os não vacinados são transmissores de doenças. As vacinas são os medicamentos mais seguros que saem ao mercado, embora não há nada inócuo porque, se {bebes} água acima de certo volume, pode ser letal.

-¿Que propõe para reduzir a desinformação e o que as pessoas recorra às {pesudociencias} ou pseudoterapias?

-Maior responsabilidade das autoridades sanitárias para fazer cumprir as leis que existem; que as escolas velem pela boa práxis dos árbitros; que os juízes se formem em empatia; fixar-se sempre em que os centros tenham um número de registo sanitário visível e o pessoal esteja árbitro; ser mais críticos e pensar em que, se algo soa estranho, possivelmente o seja e não ir a internet porque é a maior fonte de boatos.

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