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El Periódico Extremadura | Sábado, 14 de dezembro de 2019

Ao César...

ROSA MARÍA Garzón Íñigo
21/07/2019

 

A casualidade, se calhar, fez que em 2011 estivesse trabalhando no Real Mosteiro de Yuste e {presenciara}, durante vários dias, como se levavam em grandes caixas de papelão, a doação dos monges {Jerónimos} à Universidade Pontifícia de Aspas de Madrid, de 44.000 volumes entre livros, {legajos} e {balduques}, que pertencem ao fundo bibliográfico da biblioteca de Yuste, em previsão da marcha de seus, até então monges {custodios}, do próprio mosteiro {Jerónimo}.

Dividida em três coleções, a biblioteca Vicente Cadenas (dela 5.000 volumes sobre/em relação a Carlos V), a biblioteca de Fundo Antigo e a {Monástica}, que contém {cantorales} e jóias como a {Historiae} {Mundi} de Cayo Plinio, a Gramática Grega de Pedro Simón Abril ou a Crónica Geral de Espanha de {Ambrosio} de Morais, é sem dúvida um tesouro que regressa ao lugar donde nunca deveu sair. Facto/feito que as circunstâncias obrigaram a ser feito aos últimos membros da congregação de monges da ordem/disposição de São {Jerónimo} que deixaram o lugar e que, felizmente nos próximos anos, verá a luz de forma arrumada e cuidada, para que pelo menos uma parte, possa ser {disfrutada} e consultada por investigadores, historiadores e curiosos, segundo asseguram as autoridades regionais e de Património Nacional encarregadas de {recepcionar}, custodiar e gerir este valioso legado, que converterá ao imperial e real sítio em centro de investigação de referência internacional.

Se Carlos I escolheu este lugar como derradeira residência com a oferta de que dispunha, por algo seria. Apesar dos muitos e terríveis episódios acontecidos na história do cenóbio {verato}, tem conseguido manter-se em pé até nossos dias graças a seus moradores e à acolhimento, em 2004, de Património Nacional, um pouco/bocado tarde em minha opinião, que supôs um assopro de ar fresco muito necessário para revitalizar e pôr em seu lugar a este real sítio.

Paragem/desempregada/parada obrigada para aqueles que se aproximam a visitar-nos e {mostramos} orgulhosos se nos dão a oportunidade, pois ninguém melhor que nós mesmos para fazer pátria do nosso, mostrando o esplendor que um dia o imperador soube ver e que tem recuperado seu importante arquivo bibliográfico.

É lavor/trabalho de todos recuperar o que nos pertence, cuidá-lo e mostrarlo para que o mundo inteiro saiba da sua existência e conheça nossa história.

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