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El Periódico Extremadura | Domingo, 21 de outubro de 2018

Votantes e votados

JUAN Jiménez Parra
04/06/2018

 

Quinta-feira, 31 de Maio, 10.05 da manhã. {Entras} na cafetaria onde {sueles} tomar café todos os dias úteis. Na televisão {ves} a Mariano Rajoy falando no tribuna do Congresso. Mão esquerda apoiada no atril; braço direito movendo-se no ar, para realçar suas palavras; olhar mudável, agora fixa no papel que sustenta o atril, agora dirigida a seus {escuchantes}, que permanecem sentados em seus assentos parlamentares. Uns com face de aborrecimento, outros de circunspeção, outros gesticulando assentimento ou {disentimiento}, dependendo de sua adesão ou {desafección} com ao orador.

«Não somente em Cáceres estamos em feira, também no Congresso», exclama com {chanza} um cliente. Os demais {reís} a gargalhadas. Outro cliente remata a graça: «E com um bom circo». Ao que uma cliente com cara de poucos amigos responde: «Pois a coisa não está para brincadeiras. Entre corruptos, independentistas e farsantes, nos vamos à ruína». «Se é que estes políticos são todos iguais», responde um homem já entrado em anos, se calhar jubilado.

Não, não são todos iguais, {piensas} tu. Sejam de direita, esquerda ou centro. Não todos estão acusados de corrupção. Não todos são uns mentirosos que não cumprem o que prometem. Não todos são uns aproveitados que pretendem viver a vida pai enquanto exercem a política. Não todos são uns ávidos oportunistas que tentam viver da política toda a vida.

Eles não são esses outros cidadãos dos que falamos como se fossem alienígenas que chegaram desde um planeta distante. São pessoas que estão aí porque nós assim o quisemos, votando'ls. E sairão daí quando nós o {deseemos}, negando'ls o voto. Isso sim, a Constituição deveria pôr a nossa disposição um filtro que nos {ayudara} a desfazer-nos dos políticos {perniciosos}. ¿Como? Mediante o sistema de listas abertas.

Qualquer votante poderia ser político. Basta inscrever-se a um jogo/partido, militar nele e apresentar-se a umas eleições. Reprovar aos políticos é uma obrigação que temos os votantes, mas sendo justos, não a todos por igual. Porque também existem desonestos cidadãos que votam, e eficazes e honrados políticos votados.

* Pintor

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