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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Viajar sem dinheiro

FRANCISCO Rodríguez Criado
06/09/2017

 

Pedro Menchén publicou nos últimos anos uma série de livros carregados de pequenas narrações que {penden} duma história {cardinal}: a de sua própria vida. Nestes livros, uma sorte de diários/jornais de estrada, Menchén se revive a sim mesmo dando voz a sua circunstância de tempos pretéritos e a de seus amigos, que dalgum modo recordam, por seu {nomadismo} e {disipación}, aos personagens de No caminho, de {Kerouac}.

O último título desta série é Um senhor de Washington, publicado em {Sapere} {Aude}. Esse senhor de Washington não é outro que seu tradutor, David Allen White, com o que realizou várias viagens, um deles por Espanha. A narração não tem a carga/carrega intelectual de outros livros de Menchén (Diário/jornal de um escritor frustrado ou A felicidade não espera), mas nos oferece em troca dois personagens gratificantes: o autor, sempre zangado com as feias edificações modernas ou com os restaurantes, e seu amigo americano, um tipo {orondo} com problemas em joelhos (por culpa de seu sobrepeso) que não poupa em comer toneladas de hidratos de carbono. ¿Como se pode percorrer tantas cidades junto a alguém com problemas para caminhar? Efetivamente, a duras penas.

Allen White presta mais atenção aos planos que aos lugares que estão visitando, se dorme à menor ocasião e evita complicar-se a vida. É o contraponto de Menchén, mas pelo menos coincidem em algo: o gosto pelos jovens jovens e bonitos.

Um senhor de Washington, que se lê com um sorriso nos lábios, nos ensina como viajar com pouco/bocado dinheirão e trazer de volta a casa um ramalhete de curiosos relatos.

Nestas páginas os desejos insatisfeitos do escritor sem êxito e a angustia de viver encontram certa redenção num viagem não só/sozinho físico mas também vivencial. Uma viagem, como a própria vida, cheio de inconvenientes e de alegrias. Uma viagem de ida mas também de volta graças à magia da escritura.

* Escritor

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