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O veneno do medo

 

JUAN JOSÉ Ventura Fernández
28/07/2020

Agora que nos deixaram sair de casa me dou conta de como têm {inoculado} o veneno do medo em nossas vidas. Uns voltam às ruas seguindo/continuando todas as precauções possíveis, mas outros não. Esse é o busílis. E essa segunda vaga de peste parece que se {cierne} sobre/em relação a nossas cabeças como uma espada de {Damocles}. Oxalá não chegue nunca. O certo é que tudo o que tinhamos aventurado sobre/em relação a o ‘bicho’ nos tem falhado. Eu estava convencido de que a 41 graus à sombra o {covid} {saliera} a toda a pressa das nossas vidas. Mas não. Contra prognóstico é muito resistente. O vírus não se tem ido. Está aí, {agazapado} e invisível ao olho humano. Esperando numa grade a que um movimento involuntário o transfira a tuas mãos e daí a teu nariz e pulmões.

E chega o medo. Antes se tinham rouquidão, dor de garganta ou {moqueo}, o {atribuías} à alergia ou ao nefasto ar condicionado. Agora essa simplicidade não deixa de dar voltas em teu cabeça e o temor se tem injetado em teu ser. Não há nada pior que viver com medo. E isso não é normal/simples por muito que nos queiram vender o contrário. A ‘nova normalidade’ é uma burla mais com a que nos {abotargan} o cérebro. Não há volta à normalidade anterior, que por certo, também não me parecia muito normal/simples. ¿Era normal/simples um mundo tão desproporcionado? ¿Tão injusto e cheio de miséria, tão deteriorado {medioambientalmente}? Não, também não o era. Era um mundo onde a {superficialidad} {campaba} a seus {anchas}. Que na nova normalidade o papel higiénico acabe-se já diz muito do território {ignoto} no qual nos temos {adentrado}. Acreditamos que estamos voltando a ‘o de antes’ mas temos interiorizado que o dia menos pensado pode aparecer a polícia na porta de casa para indicar-nos que devemos voltar ao confinamento. E isso não, não poderia voltar-la a resistir. Nem eu nem a economia mundial. Faço votos e oração para que isto não se produza nunca. Tenho já {inoculado} o medo nas veias. Provérbio: O medo tem muita imaginação e pouco/bocado talento.

* Jornalista