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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 1 de abril de 2020

Nos vamos ao povo/vila

A margem de 24 horas dado para declarar o estado de alarma provoca um êxodo massivo de pessoas desde/a partir de as grandes cidades

ANTONIO Cid de Rivera
15/03/2020

 

Não tenho especialista/conhecedor isso de apresentar uma alarma sanitária em diferido. O anúncio de Pedro Sánchez de sexta-feira dizendo que, a partir de hoy, se fecha o país, tem significado o tiro de partida para quem, vivendo numa grande urbe, disponha de 24 horas para ir-se embora ao povo/vila. Se não há turmas para os meninos durante 15 dias, não existe lazer possibilismo dado que tudo está fechado e as empresas permitem o teleestreitamente desde/a partir de casa, as pessoas o tem fácil: pega a mala e vai-se embora a ver à família. Essa Espanha rural e esvaziada tem pouca pessoas, dispõe de melhor ar e, em consequência, conta com muitas menos possibilidades de contágio pelo coronavirus. Pois lá que vamos. Quem tem segunda residência a abre e quem não se encaixa em casa dos parentes. ¿Quantos emigrantes e filhos de emigrantes tem esta região? ¿Milhares?

{Confieso} que esta questão me tem um tanto/golo preocupado. Sobretudo depois de/após ouvir ao conselheiro de Saúde, José María Vergeles, informando de que se está apreciando um «aumento significativo» de petições/pedidos de cartões sanitários para deslocados. Isso quer dizer que pessoas proveniente doutras comunidades autónomas se vêm a Extremadura mas não sem antes pôr os papéis em regra por se necessitam ir ao médico.

Há povos/povoações onde se pediu aos forasteiros diretamente que fiquem em casa, bando de presidência da câmara municipal incluído, mas noutros não se sabe em que número chegaram e, em consequência, não deixam de resultar um perigo em potencia se tivermos em conta que nossos povos/povoações acolhem a muitos maiores/ancianidade, precisamente essa população de risco que se deveria proteger com especial cuidado desta pandemia. Não se trata de {echar} a ninguém, entre outras coisas porque o dano (se o há) já está facto/feito, mas pelo menos terá que pedir altas doses de consciencialização e responsabilidade para toda essa pessoas que chegou de Madrid ou Barcelona estes dias. Não som umas férias mas um confinamento em casa, esteja onde esteja a {morada} de cada um. De isso se encarregarão as forças de Segurança do Estado e as polícias locais, mas deveria sair de cada um.

Extremadura está preparada para assimilar um número determinado de contágios em seus hospitais e suas respetivas Unidades de Cuidados Intensivos se é necessário, mas não temos de esquecer que nesta região vivemos um milhão de habitantes e qualquer aumento significativo de pacientes ou doentes supõem um problema de atenção, sobretudo se como está a acontecer em Itália e agora em Madrid a curva de promoção de contágios é demasiado elevada e esta se produz excessivamente rápida.

Visto o visto nos {enfrentamos} a uma crise sem precedentes neste país. E sinceramente não sei se os espanhóis vamos a estar preparados para suportar-la. As pessoas, e eu o primeiro, não reage nem se consciencializa de um problema desta transcendência até que lhe vê as orelhas ao lobo. O coronavirus e sua expansão nos vem avisando desde há meses quando estourou em Dezembro em China, mas o ‘salto’ a Itália supôs um antes e um depois e não se tem apreciado uma solvência nem atuação o suficientemente diligente desde então, sobretudo se o que transcende som discrepâncias no seio do conselho de ministros e as decisões que tardam em chegar. Numa situação grave espalha o pânico e um atraso numa comparência de imprensa de umas poucas horas resulta demasiado tempo.

Porque não cabe dúvida de que uma declaração de alarma neste país vai a supor uma barreira contra a extensão do coronavirus, mas seus efeitos na economia demorará em salvar-se meses e inclusivamente anos. Que se preparem as empresas, sobretudo as pequenas e medianas, essas que um simples devaneio da economia os {aboca} ao desastre. O panorama ao que se enfrentam vai a resultar catastrófico para os próximos meses, se tivermos em conta que vão a restringir os movimentos em todo o país e vai-se a impor o fecho de lojas e comércios que não sejam de alimentação ou estabelecimentos de hotelaria.

As cancelamentos de contratos estão chegando já em fim-de-semana, não digamos a partir de segunda-feira e quando avancem os dias. Isso se traduzirá em processos de regulação de emprego e despedimentos massivos. Para que quero empregados de mesa se não podem atender as mesas, para que necessito mecânicos se não me entram carros/automóveis no oficina.

Este país se a joga, daí que coincida com o presidente Pedro Sánchez em que deveríamos deixar de lado as diferenças territoriais ou as políticas dum e outro jogo/partido e pôr-nos todos a uma. O complicado que é nosso estado das autonomias resulta um caldo de cultura ideal para a extensão de qualquer crise ou pandemia.

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