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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

Urgem medidas na cimeira do clima


02/12/2019

 

A cimeira do clima ({COP25}) que hoje começa em Madrid deve ser uma ferramenta útil para acometer a emergência climática e fazer possível que se alcancem os objetivos que permitam conter as consequências derivadas do aumento da temperatura média do planeta. Mesmo com conhecimento de causa de que a comunidade internacional está longe de a unamimidade, mesmo diante da perspectiva certa de que algumas grandes potências contaminadas -Estados Unidos, China, Rússia, Índia- desentender-se-ão da {asunción} de compromissos concretos ou simularão fazê-lo sem nenhum resultado prático, a aplicação efetiva do Acordo de Paris resulta inadiável se se querem limitar os efeitos do desastre em curso.

Até à data, a mobilização transversal da opinião pública nas democracias ocidentais tem tido um peso definitivo no acordo/compromisso de muitos governos com a causa ambientalista. O último Eurobarómetro difundido pelo Parlamento Europeu revela que as alterações climáticas é a principal preocupação para o 32% dos cidadãos da UE, ligeiramente à frente de a exclusão social e do combate contra o terrorismo, uma corrente de opinião que tem {permeado} os programas dos partidos, salvo os de extrema direita, e tem tido um efeito dinamizador dos planos encaminhados a mudar substancialmente o modelo energético, os processos industriais e os hábitos de consumo. Dito doutra forma: a rua tem e terá muito que dizer no esforço das democracias para abrir uma porta à esperança.

A exceção é, sem dúvida, a posição {negacionista} da Administração de Donald Trump, que se tem {descolgado} do Acordo de Paris e persevera num modelo económico com efeitos desastrosos para o planeta. De facto, a posição de Estados Unidos, de China, com sua volta às centrais de carvão, da Índia, para crescer rapidamente, e de várias economias desenvolvidas ou emergentes com uma capacidade de influencia da rua mobilizada menor ou inexistente, limita enormemente o efeito do acordo/compromisso europeu para deter até onde seja possível a degeneração do meio ambiente. E se no caso estado-unidense cabe esperar mudanças se muda a cor dos governantes, no caso de China, com um regime de jogo/partido único, a opinião pública em nada conta para alterar os desígnios de seus governantes. O caso é que se esgota o tempo, a ciência não deixou de desacreditar aos divulgadores do {negacionismo} e não cabe aplicar soluções locais para enfrentar uma crise global. A ministra em funções de Transição Ecológica, Teresa Ribera, leva razão ao qualificar de «absolutamente irresponsável» a atitude de Trump. Mas cabe aplicar o mesmo qualificativo a {Jair} {Bolsonaro} e sua política na Amazónia, às empresas extraativas e industriais que se dedicam a procurar argumentos que justifiquem seu falta de respeito com o meio ambiente e a quantos com seus hábitos de consumo desentendem-se do futuro. Daí que seja indispensável que a cimeira se fecho com compromissos tangíveis.

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