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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 2 de abril de 2020

Unidade para vencer o vírus


15/03/2020

 

Poucas vezes um presidente do Governo tem apelado tantas vezes à unidade como fê-lo ontem à noite Pedro Sánchez ao expor o alcance das medidas decretadas pelo Governo ao abrigo da declaração do estado de alarma. Pode dizer-se que a frase «vamos todos a uma» foi o slogan duma intervenção, {largamente} demorada, face ao receio quando não a crítica aberta dos presidentes de Catalunha e Euskadi diante da decisão do Executivo de assumir o papel de única autoridade competente no território espanhol para pôr em prática as medidas contidas no real decreto lei.

À vista da gravidade, profundidade e repercussões da crise em curso, é desejável que as divergências entre diferentes níveis da estrutura do Estado não se {adueñen} do debate político. Carece de sentido politizar a adoção e gestão de medidas que têm de ter como primeiro e único objetivo derrotar o coronavirus. Teve politização nas horas prévias à comparência do presidente do Governo e a teve com toda segurança durante o Conselho de Ministros extraordinário, única explicação verosímil de sua longuíssima duração, que esticou ao máximo as costuras da coalizão que governa. As queixas de {Iñigo} Urkullu e {Quim} Torra som inoportunas porque antepõem a discussão {competencial} à evidencia irrefutável de que limitaria a eficácia das medidas adotadas {cuartear} a direção para a aplicação das mesmas. Coisa diferente é que se descentralize sua aplicação sobre/em relação a o terreno.

De resto, o conteúdo do decreto atende a critérios científicos/cientistas encaminhados a evitar as rotas de contágio até onde é humanamente possível. Não há nelas nada que possa surpreender à sociedade espanhola, se {atienen} ao experimentado como efetivo, às recomendações da OMS e ao convencimento de que, por enquanto, som as únicas medidas factíveis para submeter a curva de propagação. É óbvio que o vírus não entende de territórios, de limites e de fronteiras, de forma que o único realmente possível nestes momentos é conseguir, como disse Pedro Sánchez, que seja mínimo o preço que pague a sociedade para vencê-lo. E é também óbvio que só/sozinho impor limites à vida quotidiana, à liberdade de movimentos e às relações sociais pode acabar com o pesadelo.

Para que tal coisa se consiga é de esperar que a partir de agora todos os cidadãos assumam a responsabilidade de cumprir com aquilo prescrito pelas autoridades. A disciplina social e a solidariedade som exatamente isto: ficar em casa, esquecer-se de os atos quotidianos de lazer em espaços públicos e não somar-se a irresponsáveis episódios de {acaparamiento}. As redes de distribuição de alimentos, medicinas e outros produtos garantem um fornecimento regular/orientar nos difíceis dias que se {avecinan}, durante os quais é possível que sejam necessárias medidas adicionais impossíveis. O combate contra o vírus é um desafio coletivo que requer a cumplicidade de todos numa mesma direção.

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